História
Santo Ângelo é filha direta do ciclo missioneiro: em 12 de agosto de 1706 o jesuíta belga Diogo de Haze fundou a redução de Santo Ângelo Custódio, consagrada ao anjo da guarda dos povos guarani — a sétima e última dos Sete Povos das Missões, o conjunto de reduções do lado oriental do rio Uruguai. A experiência foi interrompida no século XVIII, quando o Tratado de Madri e a Guerra Guaranítica desmancharam os povoados missioneiros, e o antigo povo de Santo Ângelo passou décadas em ruínas e silêncio. O repovoamento veio no século XIX, com criadores de gado e, depois, imigrantes europeus atraídos pelas terras do Alto Uruguai. A emancipação chegou pela Lei provincial nº 835, de 22 de março de 1873, desmembrando o município do vasto território de Cruz Alta. No século XX, a cidade se consolidou como entroncamento rodoviário e centro administrativo da região, orgulhosa do título de Capital das Missões — herança que ainda organiza sua identidade, do nome das ruas ao desenho da catedral.