História
A história de Anchieta começa antes do Brasil colonial ter fronteiras claras. A povoação era a aldeia de Reritigba — "lugar de muitas ostras", em tupi —, catequizada pelos jesuítas e ligada de forma indissociável a José de Anchieta, o padre nascido em Tenerife em 1534 que passou temporadas ali e morreu no lugar em 9 de junho de 1597. A obra da igreja que hoje forma o núcleo do Santuário Nacional começou em 1579. A elevação a vila veio pelo Alvará de 1º de janeiro de 1759, com o nome português de Benevente, e a instalação em 14 de janeiro de 1761 — o que coloca Anchieta entre as vilas mais antigas do Espírito Santo, contemporânea da expulsão dos jesuítas do território português. Em 12 de agosto de 1887, uma Lei Provincial elevou Benevente à categoria de cidade. O nome atual só chegou em 30 de dezembro de 1921, pela Lei Municipal nº 1.307. Os distritos se estabilizaram cedo: já em 1911 o município se dividia em Benevente, Iriritiba e Jabaquara, arranjo que chega intacto aos dias de hoje sob os nomes de Anchieta, Alto Pongal e Jabaquara. É raro, no Espírito Santo, um município que atravesse dois séculos e meio sem perder território para emancipações — e Anchieta é um deles.