História
A história de Venda Nova do Imigrante começa duas vezes. A primeira é a das fazendas portuguesas de café — Providência, Lavrinhas, Tapera, Bananeiras, Bicuíba, Viçosinha — que floresceram no altiplano serrano com trabalho escravo e caíram no abandono depois da abolição. A segunda é a chegada, por volta de 1892, de dezoito a vinte famílias italianas do Vêneto — Perim, Caliman, Zandonadi, Altoé, Bragato, Venturim, Carnielli e outras — que compraram e replantaram aquelas terras. O registro oficial do IBGE guarda os marcos do espírito comunitário dessa colônia: escola construída em 1922, linha telefônica em 1925, cooperativa agrária em 1927 e vinte quilômetros de estrada abertos em mutirão. Em 1957 a BR-262 rasgou o município ao meio e o ligou a Vitória e Belo Horizonte. Politicamente, porém, Venda Nova demorou: só virou distrito em 1963, subordinado a Conceição do Castelo, e só se emancipou pela Lei estadual nº 4.069, de 6 de maio de 1988 — instalando-se em 1º de janeiro de 1989, já com o nome completo de Venda Nova do Imigrante.