Cidade de ES

Baixo Guandu

Baixo Guandu guarda a fronteira oeste do Espírito Santo: 30.674 habitantes (Censo 2022) em 909 km² na confluência dos rios Doce e Guandu, colados na divisa com Minas Gerais. A comarca própria do TJES funciona no Fórum Desembargador Otávio Lemgruber, na avenida que leva o nome do fundador da colônia, com duas varas de competência acumulada — a 1ª com o cível, a execução fiscal, a família e o Juizado Especial Cível; a 2ª com o criminal, os Juizados Criminais, a fazenda pública, órfãos e a infância. A cidade tem Promotoria, unidade da Defensoria Pública e delegacia da Polícia Civil; Colatina concentra o resto — Vara Federal, Vara do Trabalho, subseção da OAB e as unidades prisionais de referência do noroeste.

UF
ES
Porte
pequena
População
30.674 hab.

Para questões judiciais em Baixo Guandu (ES), o juízo competente é da Comarca de Baixo Guandu — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

Resposta em horário comercial · Sigilo profissional

Particularidades

História

Baixo Guandu começou como posto avançado de um veterano de guerra: em 1875, o major José Vieira de Carvalho Milagres, que lutara no Paraguai, chegou à confluência do rio Doce com o Guandu e fundou o núcleo original, em território que os botocudos dominavam entre o Doce e o São Mateus. A colonização ganhou corpo em 1905, quando o presidente do Estado, Henrique da Silva Coutinho, criou a colônia que se estendia pelo vale do Guandu até os limites com Afonso Cláudio e com Minas Gerais, com lotes vendidos a colonos italianos, franceses e espanhóis — muitos assentados no núcleo Afonso Pena, hoje distrito de Ibituba. Os trilhos da estrada de ferro chegaram em 1907 e destravaram a economia madeireira. O distrito foi criado em 1915 subordinado a Linhares — que em 1921 passou a se chamar Colatina —, e a emancipação veio em 10 de abril de 1935, com instalação em 8 de junho. Em 1974, o município ganhou sua obra-símbolo: a usina hidrelétrica de Mascarenhas, inaugurada como a maior do Estado, fornecendo energia ao Espírito Santo e a Minas Gerais.

Economia

A economia guanduense combina campo, energia e fronteira. O PIB de R$ 910 milhões em 2023 (IBGE) se apoia na agropecuária de um território de 909 km² — café e pecuária no vale do Guandu — e na presença da hidrelétrica de Mascarenhas, no rio Doce, que desde 1974 liga o município ao mapa energético de dois estados. A posição de divisa faz da cidade um corredor: gente, carga e negócio cruzam diariamente a linha entre o Espírito Santo e Minas Gerais, o que se reflete numa pauta jurídica com tempero interestadual — contratos celebrados de um lado e cumpridos do outro, acidentes na malha viária da divisa, execuções que exigem carta precatória para comarcas mineiras. O rio Doce, ativo econômico e paisagem, é também fonte de litígio ambiental desde o desastre de Mariana, que percorreu o vale inteiro — matéria que, conforme o desenho da causa, transita entre a Justiça Estadual local e a Vara Federal de Colatina.

Panorama jurídico

Litigar em Baixo Guandu exige atenção a uma divisão de competências que já mudou de fotografia entre as próprias fontes do TJES. Pela versão mais recente — o Catálogo Telefônico oficial de agosto/2026 —, a 1ª Vara reúne o cível, a execução fiscal, a família e o Juizado Especial Cível, e a 2ª Vara reúne o criminal, os Juizados Especiais Criminais, a fazenda pública, órfãos e sucessões e a infância e juventude; a página da Diretoria dos Foros, atualizada em 2022, trazia a fazenda pública na 1ª. Na dúvida, vale conferir a distribuição no protocolo do próprio Fórum da Avenida Carlos Medeiros. O restante do mapa é centrífugo: a causa federal e a trabalhista vão a Colatina, a subseção da OAB é a de Colatina — que mantém sala de apoio dentro do Fórum guanduense — e as unidades prisionais de referência também são as colatinenses. Do outro lado da divisa, a jurisdição já é do TJMG: o advogado da comarca convive com precatórias interestaduais como rotina. A banca acompanha causas criminais na comarca, da investigação à execução penal, nos limites éticos da advocacia e sem promessa de resultado.

Patrimônio

O patrimônio de Baixo Guandu é feito de água e de trilho. A água está nos dois rios que definem a cidade — o Doce, fronteira natural e caminho histórico das bandeiras que desciam de Minas, e o Guandu, que batiza o município — e na usina de Mascarenhas, marco da engenharia capixaba dos anos 1970. O trilho está na memória da Estrada de Ferro que chegou em 1907 e transformou o povoado do major Milagres em entreposto madeireiro, levando comboios de madeira de lei à capital. A camada humana é plural: botocudos que resistiram à ocupação do vale, colonos italianos, franceses e espanhóis do núcleo Afonso Pena, mineiros e capixabas misturados pela divisa. Essa mistura deixou vestígios até na toponímia, que é um pequeno arquivo histórico: Afonso Pena virou Ibituba em 1943, e o distrito de Mascarenhas chegou a chamar-se, por lei de 1964, Quilômetro 14 do Mutum — nomes sobrepostos que ainda confundem registros e certidões antigas.

Curiosidades

Três curiosidades definem Baixo Guandu. A primeira é energética: a usina de Mascarenhas, inaugurada em 1974 como a maior hidrelétrica do Estado, fornece energia ao Espírito Santo e a Minas Gerais — o município de divisa alimenta os dois lados da linha. A segunda é toponímica e interessa a quem pesquisa imóveis: os distritos guanduenses trocaram de nome mais de uma vez — Afonso Pena virou Ibituba pelo Decreto-lei estadual de 1943, e Mascarenhas foi rebatizado Quilômetro 14 do Mutum por lei de 1964 —, de modo que matrículas e escrituras antigas podem indicar lugares que já não existem com aquele nome. A terceira é genealógica: o município nasceu subordinado a Linhares, mas emancipou-se de Colatina — sem nunca mudar de lugar. A explicação está numa lei de 1921 que rebatizou o próprio município-mãe, e o detalhe evita erro comum em certidões: entre 1915 e 1921, "Linhares" e a atual Colatina eram o mesmo ente.

Educação e cidadania

O jurisdicionado de Baixo Guandu resolve quase tudo no Centro. O Fórum Desembargador Otávio Lemgruber fica na Avenida Carlos Medeiros, 977 — portaria (27) 3732-2601 —, e no mesmo prédio funciona a Sala de Apoio aos Advogados da OAB. A Defensoria Pública atende na Avenida Dez de Abril, s/n, das 8h às 17h, com agendamento virtual pelo site — é o caminho de quem não pode pagar advogado, inclusive no crime. A Promotoria de Justiça fica na Rua Ibituba, 30, e a Delegacia de Polícia, das 8h às 18h, na Rua Eraldo Nunes Ferreira, no bairro São Pedro. A Prefeitura atende pelo (27) 3732-8900 e a Câmara mantém portal próprio no domínio .es.leg.br. O que não está na cidade está em Colatina: a Vara Federal (Avenida Brasil, 232), a Vara do Trabalho (Rua Bartovino Costa, 80) e a sede da 1ª Subseção da OAB-ES. Para o INSS, o telefone é o 135; para a violência contra a mulher, o 180 — e o registro de ocorrência pode ser feito na delegacia local.

Dados do município

Mesorregião
Noroeste Espírito-santense
Microrregião
Colatina
Área (km²)
909.039
População (Censo 2022)
30.674
Densidade demográfica (hab/km²)
33.74

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Órgãos e instituições — Baixo Guandu/ES

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Baixo Guandu
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJES)
Endereço
Fórum Desembargador Otávio Lemgruber — Av. Carlos Medeiros, nº 977, Centro, Baixo Guandu - ES, CEP 29730-000
Telefone
E-mail
Estrutura
O quadro oficial de comarcas, unidades e magistrados do TJES lista duas varas em Baixo Guandu. Pelo Catálogo Telefônico oficial de agosto/2026, a 1ª Vara engloba as competências de vara cível, execução fiscal, família e Juizado Especial Cível; a 2ª Vara engloba a vara criminal, os Juizados Especiais Criminais, a fazenda pública, órfãos e sucessões e a infância e juventude.
Atendimento telefones
Jurisdição
A comarca corresponde ao município, que faz divisa com Minas Gerais — do outro lado da linha estadual a jurisdição já é do Tribunal de Justiça mineiro, detalhe relevante numa cidade cuja vida econômica cruza a divisa diariamente.

OAB — Subseção

Nome
1ª Subseção da OAB-ES — Colatina (sala de apoio em Baixo Guandu)

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Sem vara federal no município; jurisdição da Vara Federal de Colatina (Subseção Judiciária de Colatina, TRF2).
Justica trabalho
Vara do Trabalho de Colatina (TRT-17).
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo portal e aplicativo Meu INSS.

Estabelecimentos penais

Panorama
A relação oficial de unidades prisionais da SEJUS não lista estabelecimento penal em Baixo Guandu. As unidades de referência do noroeste capixaba ficam em Colatina — Centro de Detenção Provisória, Penitenciária de Segurança Média, Penitenciária Semiaberta Masculina e Centro Prisional Feminino —, mas a alocação de cada preso é definida pela administração penitenciária, caso a caso.

Ministério Público Estadual

Nome
Promotoria de Justiça de Baixo Guandu
Endereço
Rua Ibituba, nº 30, Centro, Baixo Guandu - ES, CEP 29730-000
Telefone
E-mail

Defensoria Pública Estadual

Nome
Defensoria Pública do ES — unidade Baixo Guandu
Endereço
Av. Dez de Abril, s/n, Centro, Baixo Guandu - ES, CEP 29730-000
Atendimento
Atendimento de segunda a sexta, das 8h às 17h, com agendamento virtual pelo site da instituição — para quem não pode contratar advogado sem prejuízo do próprio sustento, inclusive em matéria criminal.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Colatina — Justiça Federal do Espírito Santo (TRF da 2ª Região)
Endereço
Vara Federal de Colatina — Av. Brasil, 232, Lacê, Colatina - ES, CEP 29703-032
Telefone
Jurisdição
Baixo Guandu não tem vara federal. O município integra a jurisdição da Vara Federal de Colatina, que atende quinze municípios do noroeste capixaba, entre eles Alto Rio Novo, Pancas e Mantenópolis.

Justiça do Trabalho

Nome
Vara do Trabalho de Colatina
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (TRT-17), com sede em Vitória
Endereço
Rua Bartovino Costa, nº 80, Edifício Franco, 1º andar, Vila Nova, Colatina - ES, CEP 29702-020
Telefone
E-mail

Polícia Civil

Nome
Delegacia de Polícia de Baixo Guandu
Endereço
Rua Eraldo Nunes Ferreira, s/nº, São Pedro (em frente à Madeireira do Pará), Baixo Guandu - ES, CEP 29730-000
Telefone
Horário
8h às 18h

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de Baixo Guandu
Site
pmbg.es.gov.br
Telefone

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Cvv
188
Direitos humanos
100
Policia federal
194

Percepções inéditas

Cruzamentos, comparações e anomalias identificados pela redação

pratica-forense

Fazenda pública na 1ª ou na 2ª Vara? As duas fontes oficiais do TJES divergem

A página da Diretoria dos Foros do TJES para Baixo Guandu, atualizada em maio de 2022, atribui a fazenda pública à 1ª Vara; o Catálogo Telefônico oficial de agosto de 2026 lista a "Vara da Fazenda Pública" entre as competências englobadas pela 2ª Vara — e destaca a execução fiscal na 1ª. Como as duas fontes são do próprio tribunal, o advogado que ajuíza contra o município ou o Estado faz bem em confirmar a distribuição no protocolo do Fórum antes de endereçar a petição. É o tipo de detalhe que não aparece em nenhum vademeco e custa uma redistribuição.

geografia-judiciaria

A comarca da divisa: onde a precatória interestadual é rotina

Baixo Guandu faz divisa com Minas Gerais, e o registro histórico do IBGE mostra que a própria colônia de 1905 se estendia "até os limites com Minas" — a vida econômica local sempre cruzou a linha. A consequência processual é diária: réu que mora no lado mineiro, testemunha que trabalha no lado capixaba, patrimônio partido entre dois estados. Cada ato fora do território exige carta precatória a comarca do TJMG, com prazos e praxes próprios. Na causa federal a divisa pesa menos — a Vara Federal de Colatina atende o município —, mas na estadual o advogado guanduense opera, na prática, entre dois tribunais.

armadilha-de-identificacao

Distritos que trocaram de nome: o arquivo escondido nas certidões guanduenses

A formação administrativa registrada pelo IBGE documenta duas renomeações que ainda produzem confusão documental: o núcleo colonial Afonso Pena passou a chamar-se Ibituba pelo Decreto-lei estadual nº 15.177, de 31/12/1943, e o distrito de Mascarenhas foi rebatizado Quilômetro 14 do Mutum pela Lei estadual nº 1.950, de 13/01/1964. Matrículas de imóveis rurais, inventários e certidões lavrados antes dessas datas referem lugares por nomes extintos — e a Promotoria local atende, hoje, numa rua chamada Ibituba, eco do nome novo do distrito velho. Quem faz due diligence fundiária no vale do Guandu precisa dessa tabela de conversão.

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

Emergências e apoio

Telefones gratuitos válidos em todo o Brasil. Discagem direta — não precisa de prefixo.

Utilidade pública

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SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

Resposta em horário comercial · Sigilo profissional