Cidade de MG

Diamantina

Diamantina tem 47.702 habitantes (Censo 2022) espalhados por 3.891 km² de Serra do Espinhaço, é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1999 e sede da UFVJM. A comarca do TJMG está instalada desde 1892, é de segunda entrância e reúne nove municípios em duas varas — a 1ª Cível, Criminal e de Execuções Penais e a 2ª Cível, Criminal e da Infância e da Juventude. Como há presídio na cidade e em Minas a execução penal segue o corpo do preso, progressão e livramento de quem cumpre pena aqui são decididos na própria comarca. Há Vara do Trabalho sobre vinte municípios, Defensoria e subseção da OAB/MG — mas a Justiça Federal fica em Sete Lagoas.

UF
MG
Porte
pequena
População
47.702 hab.

Para questões judiciais em Diamantina (MG), o juízo competente é da Comarca de Diamantina — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

Resposta em horário comercial · Sigilo profissional

Particularidades

História

A cidade nasceu de uma pedra que ninguém sabia nomear. Por volta de 1722, ao seguir o curso do Jequitinhonha atrás de ouro, garimpeiros começaram a fixar arraiais nas margens dos córregos; a partir de 1730 o Arraial do Tejuco se adensou e virou o núcleo administrativo daquele emaranhado de povoados ligados pelos cursos d'água, com a Rua do Burgalhau e o Beco das Beatas entre as primeiras vias. O que mudou tudo foi a descoberta de que os cristais das bateias eram diamantes. A Coroa portuguesa cercou a região com um regime de exceção — o Distrito Diamantino, com fiscalização própria e monopólio da extração —, e daí veio o traço que sobreviveu ao ciclo: um lugar rico, vigiado e isolado no alto da serra. O Tejuco virou Diamantina, e a Prefeitura fixa em 6 de março de 1831 a fundação do município. A comarca chegou cedo para os padrões mineiros: está instalada desde 22 de maio de 1892.

Economia

O diamante saiu de cena, mas a geografia ficou. Diamantina tem 3.891,659 km² — território maior que o de muitos estados pequenos do mundo — e apenas 12,26 habitantes por quilômetro quadrado, o que significa distritos rurais a dezenas de quilômetros da sede, ligados por estrada de serra. O PIB municipal foi de R$ 1,20 bilhão em 2023, e o que sustenta a cidade não é a produção primária, e sim a função de centro: a universidade federal com seus servidores e milhares de estudantes, o hospital de referência, o comércio do Alto Jequitinhonha e um turismo cultural que vive do título da UNESCO. Fora do perímetro urbano, a economia tem forma antiga e delicada — comunidades de apanhadoras e apanhadores de flores sempre-vivas praticam a transumância entre a parte baixa da serra, das casas e roças, e a parte alta, onde se colhe a flor nativa. Desse arranjo nasce a pauta jurídica típica daqui: contrato de aluguel estudantil, relação de consumo e de saúde, questão fundiária e ambiental em campo rupestre e um contencioso trabalhista que a Vara do Trabalho recolhe de vinte municípios.

Panorama jurídico

Comece pelo endereço, porque é onde mais gente erra em Diamantina: o Fórum Joaquim Felício não fica mais na Praça JK, no coração do centro tombado. O antigo prédio do fórum abriga hoje a Câmara Municipal, e a Justiça funciona na Rua Dr. Nelson Edy Martins, 4, no Bairro Cazuza, telefone (38) 3531-2600. Lá estão as duas varas da comarca — a 1ª Cível, Criminal e de Execuções Penais e a 2ª Cível, Criminal e da Infância e da Juventude —, o CEJUSC, a Distribuição e a Direção do Foro. A comarca é de segunda entrância e reúne nove municípios do Alto Jequitinhonha. Duas particularidades merecem atenção. A primeira é o juiz das garantias: vale no interior mineiro desde 25 de agosto de 2025, mas não como vara nova — é substituição predefinida entre juízos, e o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.709/PR/2025 pareou as duas varas de Diamantina uma com a outra, sem envolver comarca vizinha. Como a Resolução nº 1.109/2025 exclui os crimes dolosos contra a vida, o inquérito de homicídio é o que não muda de juiz. A segunda é a execução penal: há presídio na cidade e a Portaria Conjunta nº 344/2014 manda a guia para o juízo da comarca onde o condenado estiver recolhido, de modo que progressão, remição e livramento são decididos na 1ª Vara daqui — até a primeira transferência, quando os autos seguem o preso. A banca atua na comarca em defesa criminal, Tribunal do Júri e execução penal, nos limites éticos da advocacia e sem promessa de resultado.

Patrimônio

O conjunto arquitetônico e urbanístico de Diamantina foi tombado pelo IPHAN em 1938 e, em 1999, entrou na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO — o reconhecimento veio pela forma como exploradores, garimpeiros e representantes da Coroa adaptaram modelos europeus a um contexto americano no século XVIII, criando um casario sóbrio e homogêneo encaixado numa paisagem agreste. É a cidade das serestas e da Vesperata, das janelas coloridas, de Chica da Silva e de Juscelino Kubitschek, que nasceu aqui. Mas o patrimônio não é só o centro tombado: em 22 de maio de 2023, em Roma, a FAO concedeu ao Sistema Agrícola Tradicional das Apanhadoras e Apanhadores de Flores Sempre-Vivas o selo de Patrimônio Agrícola de Importância Mundial — o primeiro do Brasil —, alcançando comunidades de Diamantina, Couto de Magalhães, Presidente Kubitschek, Serro, Buenópolis, Bocaiúva e Olhos d'Água. E há a camada federal: o Parque Nacional das Sempre-Vivas, de 13 de dezembro de 2002, ocupa parte do município. Título internacional, tombamento federal e unidade de conservação sobrepostos no mesmo chão explicam por que tanta atividade aqui depende de autorização pública.

Curiosidades

Três coisas surpreendem quem olha o mapa de Diamantina com olho de advogado. A primeira é o tamanho: quase 3.900 km², com distritos rurais a mais de uma hora de estrada do fórum — e, ainda assim, comarca, presídio, universidade e Vara do Trabalho na mesma cidade. A segunda é a direção em que as instituições apontam: pelo IBGE, Diamantina é sede da própria região imediata, mas está na região intermediária de Teófilo Otoni; pela Justiça Federal, responde a Sete Lagoas; pelos Juizados Especiais, integra o grupo jurisdicional de Curvelo; e, pela Justiça do Trabalho, é ela que recebe processos de Serro, Turmalina, Minas Novas e Itamarandiba. Quatro camadas, quatro desenhos. A terceira é o prédio: a Câmara Municipal funciona no antigo fórum, na Praça JK, e a Justiça mudou-se para o Bairro Cazuza — quem procura o Fórum Joaquim Felício no centro histórico encontra o Legislativo.

Educação e cidadania

A rede pública de acesso à Justiça em Diamantina é densa para uma cidade de quarenta e sete mil habitantes. A Defensoria Pública estadual tem unidade na Avenida Sílvio Felício dos Santos, 1020, no Bairro Bom Jesus, aberta de segunda a sexta, das 8h às 17h, pelo (38) 3503-0896, e atua em criminal, execução penal, família, sucessões e direitos da criança e do adolescente para os nove municípios da comarca. O Ministério Público mantém promotorias com atribuições divididas — a lista oficial do MPMG registra ao menos a 1ª e a 3ª. A OAB/MG tem sede na Travessa Mercedes Mourão, no Centro, com salas no fórum, na Justiça do Trabalho e parlatório no presídio, e o CEJUSC do TJMG funciona no próprio Fórum Joaquim Felício. Há ainda a UFVJM, com sede e foro no município. Saber que a causa previdenciária corre em Sete Lagoas, que o recurso do Juizado vai para Curvelo e que a execução penal fica aqui evita viagem e perda de prazo.

Segurança e fronteira

A unidade prisional do município é o Presídio de Diamantina, sigla PRDIA, na Rua Neuza Lage, Bairro Cidade Nova, telefones (38) 3531-8373 e (38) 3531-8336, administrado pela Sejusp por meio do Departamento Penitenciário de Minas Gerais — e não por uma secretaria penitenciária própria, que Minas não tem mais. A unidade integra a 14ª Região Integrada de Segurança Pública, a mesma de Capelinha, Corinto, Curvelo, Itamarandiba e Pirapora. Duas consequências interessam à família. A primeira é boa: como o juízo da execução é o da comarca onde o preso está, visita, entrevista com advogado e decisão sobre a pena cabem no mesmo município — a OAB/MG mantém parlatório no endereço da unidade. A segunda quase ninguém publica: transferência é rotina e, no dia em que o preso é levado para outra cidade, o processo de execução vai junto por força do artigo 3º da Portaria Conjunta nº 344/2014, e o pedido de progressão que estava pronto aqui passa a depender de outro juízo.

Dados do município

Mesorregião
Jequitinhonha
Microrregião
Diamantina
Área (km²)
3891.659
População (Censo 2022)
47.702
Densidade demográfica (hab/km²)
12.26

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Diamantina como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Diamantina/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Diamantina
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
segunda entrância
Código TJMG
0216
Instalação
A comarca está instalada e em funcionamento desde 22 de maio de 1892, segundo o Guia Judiciário do TJMG; o prédio leva o nome de Fórum Joaquim Felício.
Classificação
O Anexo I, item I.2.II, da Lei Complementar estadual nº 59, de 18 de janeiro de 2001, na redação do Anexo I da Lei Complementar nº 174/2024, arrola Diamantina como item 29 das comarcas de segunda entrância, com três cargos de Juiz de Direito (JSE-84 a JSE-86). O critério do artigo 8º é aritmético: primeira entrância é a comarca de vara única e entrância especial a que reúne cinco varas e 130 mil habitantes; Diamantina fica, por exclusão, na segunda.
Estrutura
O Guia Judiciário do TJMG registra duas varas instaladas, ambas com competência criminal: a 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais (dmt1secretaria@tjmg.jus.br) e a 2ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude (dmt2secretaria@tjmg.jus.br). No mesmo endereço funcionam a Direção do Foro, a Distribuição de Feitos, a Contadoria/Tesouraria e o CEJUSC (cejusc.dmt@tjmg.jus.br).
Endereço
Fórum Joaquim Felício — Rua Dr. Nelson Edy Martins, 4, Bairro Cazuza, Diamantina - MG, CEP 39100-000
Telefone
Juizado especial
O Guia Judiciário informa que a comarca integra o Grupo Jurisdicional dos Juizados Especiais de Curvelo — é para lá que vai o recurso das causas de menor complexidade julgadas em Diamantina, embora o processo tramite aqui.
Tribunal juri
O Tribunal do Júri existe em cada comarca mineira (artigo 9º, inciso V e § 3º, da Lei Complementar estadual nº 59/2001), e o artigo 3º, § 1º, na redação da Lei Complementar nº 174/2024, impede que a matéria desça para distrito judiciário. Em Diamantina o julgamento acontece no Fórum Joaquim Felício, e as duas varas instaladas têm competência criminal.
Execução penal
Corre aqui, e a razão é a mesma que faz o processo viajar quando o preso viaja. A Portaria Conjunta nº 344, de 15 de abril de 2014, do TJMG, manda a guia de recolhimento — provisória ou definitiva — para o juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido; estando ele solto, para a comarca do endereço residencial. Como Diamantina tem unidade prisional própria, quem cumpre pena no Presídio de Diamantina responde perante a 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais desta comarca, que decide progressão, regressão, remição, detração, livramento condicional, falta grave e unificação de penas (artigo 61 da Lei Complementar estadual nº 59/2001). Minas Gerais não tem DEECRIM, vara regional nem juízo centralizado na capital: a guia provisória é expedida logo após a sentença ou o acórdão, independentemente do trânsito em julgado, e provisório e definitivo tramitam no mesmo juízo. O outro lado da regra pega a família de surpresa: transferido o preso, o artigo 3º manda o juízo declinar da competência e remeter os autos imediata e diretamente, e quem passa a decidir é o juiz da comarca de destino. Os processos tramitam no SEEU, sistema do CNJ.
Juiz das garantias
A Resolução do Órgão Especial do TJMG nº 1.109, de 22 de agosto de 2025 — alterada pela Resolução nº 1.155/2026 —, implantou o juiz das garantias em todo o interior mineiro em regime de substituição predefinida entre juízos, sem criar vara nova. Em Diamantina a substituição é interna e recíproca: o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.709/PR/2025 pareia a 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais com a 2ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude, e a 2ª com a 1ª, ambas de segunda entrância, na 6ª Região — sem juiz de outra comarca, ao contrário de boa parte do interior. A competência abrange inquérito, cautelares, prisão e liberdade, quebra de sigilo, homologação de acordo de não persecução penal e audiências de custódia, e cessa com o recebimento da denúncia. Ficam de fora, pelo artigo 3º da resolução, os crimes dolosos contra a vida: o inquérito de homicídio em Diamantina não muda de juiz. O regime não alcança ação penal cuja denúncia tenha sido recebida até 24 de agosto de 2025.
Jurisdição
O Anexo II da Lei Complementar estadual nº 59/2001 arrola a comarca de Diamantina como o item 95 e lhe atribui, além da sede, os municípios de Couto de Magalhães de Minas, Datas, Felício dos Santos, Gouveia, Monjolos, Presidente Kubitschek, São Gonçalo do Rio Preto e Senador Modestino Gonçalves — nove ao todo. A Defensoria Pública estadual publica a mesma relação para a sua unidade local, o que confirma o território.
Sistema processual
O PJe foi implantado nas duas varas em 5 de agosto de 2019, para todas as classes de natureza cível da Justiça Comum e dos Juizados Especiais Cíveis; a execução penal tramita no SEEU. Minas opera um mosaico de sistemas e a migração se dá por lotes de unidades.

OAB — Subseção

Nome
Subseção da OAB/MG em Diamantina
Endereço
Travessa Mercedes Mourão, 63, Centro, Diamantina - MG, CEP 39100-000
E-mail
Estrutura
Além da sede no Centro histórico, a relação oficial de setores e unidades da OAB/MG registra sala da advocacia no fórum, sala na Justiça do Trabalho e parlatório junto ao presídio, na Rua Neusa Lage, Cidade Nova — o endereço da própria unidade prisional, onde o preso é entrevistado sem sair da cidade.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Sete Lagoas (SJMG/TRF6) — não há vara federal instalada em Diamantina.
Justica trabalho
Vara do Trabalho de Diamantina (TRT-3), vt.diamantina@trt3.jus.br.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo portal e aplicativo Meu INSS.
Ensino superior federal
UFVJM — sede e foro no município (Lei federal nº 11.173/2005).
Unidade conservação federal
Parque Nacional das Sempre-Vivas (ICMBio), criado por decreto de 13/12/2002, com área em Diamantina.

Estabelecimentos penais

Panorama
Há uma unidade prisional no município, e isso muda a resposta jurídica: em Minas a execução penal segue o corpo do preso, de modo que quem está recolhido no Presídio de Diamantina tem o processo decidido pela 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da própria comarca — e o parlatório da OAB/MG funciona no endereço da unidade. O risco a acompanhar é a transferência: saindo o preso, o processo vai junto e a decisão sobre progressão ou livramento passa a ser de outro juízo.
Unidades
· Presídio de Diamantina · Sigla
PRDIA
· Presídio de Diamantina · Administração
Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) — Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG)
· Presídio de Diamantina · Endereço
Rua Neuza Lage, s/nº, Bairro Cidade Nova, Diamantina - MG
· Presídio de Diamantina · Telefone
· Presídio de Diamantina · Região integrada
14ª Região Integrada de Segurança Pública (RISP)

Instituições de ensino

Universidade federal
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri — UFVJM, autarquia federal criada pela Lei nº 11.173, de 6 de setembro de 2005, por transformação das Faculdades Federais Integradas de Diamantina (FAFEID), com sede e foro no município de Diamantina e unidade acadêmica em Teófilo Otoni.
Site
www.ufvjm.edu.br

Ministério Público Estadual

Estadual
Ministério Público do Estado de Minas Gerais — Promotorias de Justiça da Comarca de Diamantina. A relação oficial de telefones do MPMG registra ao menos a 1ª e a 3ª Promotoria de Justiça na comarca, o que indica órgão de execução com divisão interna de atribuições, e não promotoria única.
Telefone

Defensoria Pública Estadual

Atendimento
A Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais mantém unidade própria em Diamantina, na Avenida Sílvio Felício dos Santos, 1020, Loja 02, Bairro Bom Jesus, de segunda a sexta, das 8h às 17h, pelo telefone (38) 3503-0896. A unidade cobre os nove municípios da comarca e atua em criminal, execução penal, família, sucessões e direitos da criança e do adolescente, para quem não tem condições de contratar advogado.
Defensoria pública uniao
Nas causas de competência da Justiça Federal — que para Diamantina correm na Subseção de Sete Lagoas —, a assistência jurídica gratuita cabe à Defensoria Pública da União, e não à Defensoria estadual.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Sete Lagoas — Seção Judiciária de Minas Gerais (SJMG), Tribunal Regional Federal da 6ª Região
Jurisdição
Diamantina não tem vara federal e não responde a Montes Claros nem a Governador Valadares, como a geografia sugeriria: a tabela de jurisdições da Seção Judiciária de Minas Gerais coloca o município na Subseção Judiciária de Sete Lagoas, no Centro de Minas, junto com toda a comarca e ainda com Curvelo, Corinto, Serro e Três Marias. Ali correm o benefício previdenciário negado, a ação assistencial, o FGTS, o tributo federal e o crime de competência da União. Minas Gerais saiu da jurisdição do TRF da 1ª Região e hoje é território exclusivo do TRF da 6ª Região, criado pela Lei federal nº 14.226/2021.
Observação competência
Diamantina tem motivo próprio para produzir causa federal: o Parque Nacional das Sempre-Vivas, criado por decreto de 13 de dezembro de 2002 e hoje administrado pelo ICMBio, ocupa parte do território municipal, ao lado de Olhos d'Água, Buenópolis e Bocaiúva. Unidade de conservação federal atrai a competência do artigo 109 da Constituição quando o caso envolve bem, serviço ou interesse da União — o que não transforma em federal todo fato ocorrido dentro dos seus limites.

Justiça do Trabalho

Nome
Vara do Trabalho de Diamantina
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3), com sede em Belo Horizonte
E-mail
Telefone
Abrangência
Alvorada de Minas, Aricanduva, Carbonita, Congonhas do Norte, Couto de Magalhães de Minas, Datas, Diamantina, Felício dos Santos, Gouveia, Itamarandiba, Leme do Prado, Minas Novas, Presidente Kubitschek, Santo Antônio do Itambé, São Gonçalo do Rio Preto, Senador Modestino Gonçalves, Serra Azul de Minas, Serro, Turmalina e Veredinha

Segurança Pública

Panorama
Diamantina reúne, num raio curto, os três pontos que interessam a quem responde processo criminal: o Fórum Joaquim Felício, no Bairro Cazuza; o Presídio de Diamantina, no Bairro Cidade Nova; e o parlatório da advocacia dentro da própria unidade. A cidade integra a 14ª Região Integrada de Segurança Pública, ao lado de Capelinha, Itamarandiba e Corinto, e recebe as ocorrências de uma área rural imensa, com distritos a dezenas de quilômetros da sede.
Atendimento mulher
Central de Atendimento à Mulher pelo 180, 24 horas, e Disque Denúncia Unificado de Minas Gerais pelo 181.

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de Diamantina
Endereço
Rua Coronel Caetano Mascarenhas, 16, Bairro Rio Grande, Diamantina - MG, CEP 39100-000
Telefone
E-mail
Site
www.diamantina.mg.gov.br
Funcionamento
das 8h às 18h

Câmara Municipal

Nome
Câmara Municipal de Diamantina
Endereço
Praça JK, s/nº, prédio do antigo Fórum Joaquim Felício dos Santos, Centro, Diamantina - MG, CEP 39100-000
Telefone
Site
cmdiamantina.mg.gov.br
Funcionamento
de segunda a sexta, das 7h às 18h

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

Emergências e apoio

Telefones gratuitos válidos em todo o Brasil. Discagem direta — não precisa de prefixo.

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