História
Delfim Moreira guarda um paradoxo saboroso: é a cidade-mãe de Itajubá. Por volta de 1703-1705, o sargento-mor Miguel Garcia Velho, vindo de Taubaté, garimpou ouro na cachoeira do rio Santo Antônio e fundou as Minas Novas de Itagybá — no tupi, "cachoeira do rio de pedra". Foi dessa povoação, elevada a freguesia como Descoberto de Itajubá em 1762, que o Padre Lourenço da Costa Moreira partiu em 1819, transferindo a sede para o sítio onde hoje está a cidade de Itajubá. O núcleo original, rebatizado Soledade de Itajubá em 1842 em reverência à padroeira Nossa Senhora da Soledade, seguiu como distrito até 17 de dezembro de 1938, quando o Decreto-lei estadual 148 o emancipou com o nome de Delfim Moreira — homenagem ao presidente mineiro que governou o país em 1918-1919 e que já batizava a estação ferroviária local, inaugurada em 1927 como ponta do ramal da Rede Mineira de Viação que descia a serra até Itajubá. O trem parou em 1961; a estação eclética ficou, hoje espaço de cultura.