História
Antes de ter nome, Juscimeira tinha garimpo: o lugar era conhecido como Garimpos, pela extração de diamantes às margens do rio Areia. A ocupação organizada começou em 1953, quando João Matheus Barbosa, natural de Diamantina, em Minas Gerais, sobrevoou o Vale do Rio São Lourenço, comprou terra e no ano seguinte instalou-se com a família na barra do rio Areia. Em julho de 1954 fundou ali a vila de Juscelândia, homenagem ao conterrâneo Juscelino Kubitschek: dava um lote a cada filho e genro e separava outro para quem chegasse, e as plantações de arroz, milho, feijão, mandioca e banana atraíram novas famílias. Em 20 de maio de 1957, a um quilômetro da divisa das terras de Barbosa, José Cândido de Lima chegou com irmãos, esposas e filhos e deu ao seu ajuntamento de casas, na parte alta, o nome de Limeira — uma auto-homenagem. Os dois povoados cresceram colados, e a disputa virou o nome do que já era uma cidade só. A saída foi somá-los. Em 1968 o vereador Jurandir Pereira da Silva levou a proposta à Câmara de Jaciara, que aprovou a Lei nº 2.919, de 6 de janeiro de 1969, criando o distrito — mas o Ato Complementar Federal nº 46, de 7 de fevereiro de 1969, impediu a execução da lei. A fusão acabou selada por dois prédios erguidos na divisa: a escola municipal construída em 1969 pelo prefeito de Jaciara, Ramon Araújo Itacaramby, e a igreja de São Bom Jesus de Juscimeira, edificada em 1970 pelos padres João e Mário Hering. O distrito só foi oficializado pela Lei Estadual nº 3.761, de 29 de junho de 1976, e a emancipação veio pela Lei Estadual nº 4.148, de 11 de dezembro de 1979, com instalação em 7 de fevereiro de 1981 — Jaciara resistiu até o fim, alegando a proximidade entre as duas sedes.