História
Itaúba é filha da BR-163 e da serraria. A colonização começou em 1973, quando os irmãos Hildo, Ivo e Adelino Bedin saíram de Abelardo Luz, no oeste de Santa Catarina, e compraram terras nesta faixa do vale do Teles Pires com um plano declarado: derrubar e beneficiar madeira e, atrás dela, abrir pastagem. A Prefeitura guarda os nomes de quem veio junto — Erci Vicente dos Santos, Getúlio Galeli, Jorge Strapazzon, João Pelechati e outros —, e é essa lista, e não um decreto, que marca o começo do lugar. A institucionalização veio depois e por etapas curiosas: em 1977 o povoado foi elevado a distrito de Chapada dos Guimarães, município então de território enorme e sede a centenas de quilômetros daqui; em 1979, com a criação de Colíder, passou a ser distrito da vizinha do norte; e só em 13 de maio de 1986, pela Lei estadual nº 5.005, tornou-se município autônomo. O nome veio do que se cortava: a Mezilaurus itauba, laurácea de madeira dura que se destacava na mata no tempo da abertura. Vale reter o encadeamento, porque explica a vida jurídica local até hoje — a terra foi ocupada antes de ser titulada, e a comarca instalada em 2007 herdou um passivo fundiário que segue sendo o assunto mais frequente do foro. Até 2007 o processo do itaubense corria em Colíder: a autonomia judiciária chegou vinte e um anos depois da política.