História
A ocupação da região que hoje é Nortelândia foi tentada três vezes antes de dar certo. Segundo a história publicada pela Prefeitura, a penetração de 1745, conduzida por homens enviados por Antônio Pinheiro de Faria, teria pisado por primeiro estas terras sem encontrar pedra alguma — as gemas foram achadas mais ao norte. Em 1747, Antônio Pinto de Azevedo percorreu a mesma faixa um pouco ao sul e ergueu o Arraial de Nossa Senhora do Parto, perto da atual Diamantino; de novo as minas locais se esconderam. Só com a reabertura das lavras diamantíferas antes interditadas veio a descoberta de São Joaquim, no rio Sant'Ana, franqueada ao público em 1815 — essa, já em território nortelandense. O povoamento efetivo, porém, é do século XX e tem nome e data: em 1937 chegou o baiano José Lúcio de Oliveira, apelidado Macaúba, que tomou posse da área onde hoje está a sede e se estabeleceu com gado e lavoura. Vieram atrás Aparício Soares, Aderaldo Marques, Apolinário Hipólito dos Santos e Francisco Alves de Andrade, e foram eles que revelaram as minas de Santana às margens do rio homônimo, e a corrutela virou povoado próspero em poucos anos. A institucionalização veio depois, como quase sempre no garimpo: a Lei estadual nº 712, de 16 de dezembro de 1953, criou o município desmembrando-o de Diamantino, com sede na antiga povoação de Santana elevada à categoria de cidade; a instalação se deu em 5 de fevereiro de 1954, e a Lei nº 370, de 31 de julho do mesmo ano, retificou os limites.