História
Antes de ser município, Lambari D'Oeste foi uma gleba com nome de árvore e um riacho com nome de peixe. A área era conhecida como Gleba Cerejeira, adquirida e loteada pela família Fidelis, e começou a ganhar moradores na década de 1950. O batismo veio em 1956, por acaso: Luíz Vitorazzi, um dos fundadores do povoado, derrubou uma árvore sobre um riacho e deu com um cardume de lambaris — pescou o que conseguiu e passou a chamar o curso d'água de Ribeirão Lambari. A Colonizadora Rio Branco, que operava na região, oficializou o nome do córrego em seus mapas, e o núcleo ficou conhecido por Vilarejo do Lambari. A trajetória administrativa foi toda vivida à sombra do vizinho: o distrito de Lambari foi criado pela Lei estadual nº 4.379, de 6 de novembro de 1981, subordinado ao município de Rio Branco, e só uma década depois veio a emancipação, pela Lei estadual nº 5.914, de 20 de dezembro de 1991 — já com o nome atual, cujo complemento D'Oeste, segundo o histórico do IBGE, distingue o município de homônimo do Estado de São Paulo. A instalação ocorreu em 1º de janeiro de 1993. É, portanto, um dos municípios jovens de Mato Grosso: pouco mais de trinta anos de vida própria, e uma relação com Rio Branco que nunca se desfez — como se verá, é lá que seus processos correm até hoje.