Cidade de MT

Jauru

Jauru é um município de 8.367 habitantes do sudoeste de Mato Grosso, batizado com o nome tupi do rio que o corta — "peixe grande" — e desmembrado de Cáceres em 1979. É sede de comarca instalada do TJMT, criada pela Lei estadual nº 5.369/1988 e em funcionamento desde setembro de 1998, com Vara Única de competência geral que abrange também Figueirópolis d'Oeste: é ali que correm o Tribunal do Júri e a execução penal. Tem Defensoria Pública com núcleo anexo ao fórum, mas não tem unidade prisional — a custódia se dá fora do município.

UF
MT
Porte
micro
População
8.367 hab.

Para questões judiciais em Jauru (MT), o juízo competente é da Comarca de Jauru — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista especializado em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

A história de Jauru começa por um rio e por uma fronteira. O território foi habitado por povos indígenas dos quais se tem notícia — Nambiquara, Pareci e Bororo —, e ainda hoje, registra o IBGE, é comum que a população local encontre cacos de cerâmica e machados de pedra nos terrenos preparados para o plantio. A primeira passagem de não indígenas parece datar do século XVI, quando espanhóis que percorriam as terras demarcadas pelo Tratado de Tordesilhas chegaram até a barra do rio Jauru; depois vieram outras expedições, como a do paulista Manoel de Campos Bicudo. Nos tempos da capitania de Mato Grosso o rio teve movimentação intensa, porque servia de via de transporte para a antiga capital, Vila Bela da Santíssima Trindade — mas era região de passagem, e nenhum povoado se firmou ali. O povoamento efetivo só veio a partir de 1946, e a ocupação organizada em 1953, quando a Companhia Comercial de Terras Sul Brasil, de Marília (SP), começou a ocupar glebas compradas entre o rio Jauru e a altura da confluência do rio Santíssimo — terras vendidas a preços módicos e escolhidas, muitas vezes, apenas pelo mapa, com desconhecimento total da realidade. Em 1954 chegaram famílias de São Paulo, do Paraná e de Minas Gerais, com as primeiras lavouras de café, arroz, milho e feijão. O distrito de Jauru nasceu pela Lei estadual nº 3.806, de 3 de novembro de 1976, subordinado a Cáceres; a emancipação veio pela Lei estadual nº 4.164, de 20 de dezembro de 1979, e a instalação do município em 12 de fevereiro de 1981, com dois distritos que permanecem até hoje: Jauru e Lucialva.

Economia

Dois números do IBGE, colocados um ao lado do outro, explicam a economia de Jauru melhor que qualquer adjetivo: 252.914 cabeças de gado bovino e 285 hectares de lavoura colhida, ambos referentes a 2023. São cerca de trinta bois por habitante — e uma área plantada que caberia num único quadrilátero de menos de dois quilômetros de lado. Dentro desses 285 hectares, o que se colhe tem cara de policultura miúda: 180 hectares de milho, 50 de mandioca, 20 de banana, 10 de laranja, 5 de feijão, 5 de melancia, 4 de coco-da-baía, 3 de café canéfora, 3 de maracujá e 5 hectares de seringueira para látex coagulado. Não é o médio-norte da soja: é território de pasto em 1.345 quilômetros quadrados com densidade de apenas 6,2 habitantes por quilômetro quadrado. O PIB municipal de 2023 foi de R$ 371,4 milhões a preços correntes, o que dá algo próximo de R$ 44 mil por habitante do Censo 2022 — cifra alta para o porte, coerente com um município cuja riqueza está no rebanho e no rio: a planilha oficial de empreendimentos de geração hídrica da SEMA-MT registra usinas no rio Jauru com o município de Jauru como localização, entre elas a UHE Jauru e as PCHs Ombreiras, Salto e Antônio Brennand. Para o direito, essa engrenagem produz demandas próprias — compra e venda de gado e documentação sanitária de trânsito, arrendamento e parceria rural, crédito agropecuário com garantia real, disputa possessória em área de pasto, sucessão de propriedade rural e questões de servidão e indenização ligadas a reservatórios e linhas de transmissão.

Panorama jurídico

A Lei estadual nº 5.369, de 19 de outubro de 1988, criou duas comarcas de uma só vez: Jauru e Nova Brasilândia. Só uma das duas existe de fato. Jauru foi instalada em setembro de 1998 — completou 27 anos em setembro de 2025 — e aparece como item 52 no quadro de Competências das Varas da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso na versão de 7 de abril de 2026, o documento que lista as comarcas em funcionamento; Nova Brasilândia não aparece ali. É a diferença entre comarca criada por lei e comarca instalada, e ela decide onde o processo corre. O de Jauru corre em Jauru: Vara Única, com competência geral cível e criminal e Juizado Especial, com a ressalva de que o próprio quadro remete à Resolução nº 08/2023 do TJMT, que suspendeu a competência dos Juizados Especiais nas unidades das antigas entrâncias inicial e intermediária. Pelo Quadro 01 da Lei Complementar estadual nº 774/2023 — a norma que unificou as entrâncias do estado e classificou Jauru no Grupo 3 da entrância única — a comarca é o item 34 e abrange dois municípios, Jauru e Figueirópolis d'Oeste, mais o distrito de Lucialva. Um único juízo, portanto, instrui a ação penal, preside o Tribunal do Júri, decide progressão de regime, livramento e remição, aprecia medida protetiva da Lei Maria da Penha e ainda responde por família, infância e execução fiscal das duas cidades. O fórum fica na Avenida Rui Barbosa, nº 850, no Centro, com sala da advocacia da 15ª Subseção da OAB/MT e o núcleo da Defensoria Pública em sala anexa. Fora da Justiça estadual, os caminhos se separam e é fácil errar o endereço: a causa trabalhista vai para a Vara do Trabalho de Pontes e Lacerda, a federal para a Subseção Judiciária de Cáceres e o serviço eleitoral para o cartório da 41ª Zona, em Araputanga.

Patrimônio

O patrimônio de Jauru é fluvial e subterrâneo. Fluvial porque o rio que dá nome ao município é uma peça da história colonial de Mato Grosso: foi por ele que espanhóis chegaram, no século XVI, às terras demarcadas por Tordesilhas, e foi por ele que se transportou gente e carga para Vila Bela da Santíssima Trindade, a primeira capital da capitania. Hoje esse mesmo rio aparece nos cadastros ambientais do estado como curso barrado em série: a planilha de empreendimentos de geração hídrica da SEMA-MT registra várias usinas no rio Jauru, com o município entre as localizações — o caminho de canoa virou eixo de geração de energia. Subterrâneo porque o patrimônio arqueológico do território não está em museu: segundo o registro do IBGE, os moradores encontram cacos de cerâmica e machados de pedra nos terrenos preparados para o plantio, vestígios dos povos Nambiquara, Pareci e Bororo que ocuparam a área antes de qualquer colonizadora. Há ainda o patrimônio institucional, que um município de oito mil habitantes raramente reúne: comarca instalada, fórum próprio na Avenida Rui Barbosa, promotoria de justiça, núcleo da Defensoria Pública e sala da advocacia — estrutura que serve também aos moradores de Figueirópolis d'Oeste e do distrito de Lucialva.

Curiosidades

Jauru teve três nomes e o que ficou não foi escolhido por decreto, mas por força de hábito. A cidade nasceu Gleba Paulista, batismo da colonizadora que veio de Marília e da procedência das primeiras famílias; depois passou a chamar-se Cidade de Deus, em razão da religiosidade da população; e acabou prevalecendo Jauru, o nome tupi do rio — "peixe grande" — que corta o território e carregava as embarcações rumo a Vila Bela. Uma segunda curiosidade é jurídica e vale como aula: a lei que criou a comarca, a Lei estadual nº 5.369, de 1988, criou duas — Jauru e Nova Brasilândia — e apenas Jauru chegou a ser instalada; quase quatro décadas depois, o quadro de competências do TJMT lista uma e não lista a outra. Há também uma armadilha documental que quem pesquisa a comarca encontra: a notícia oficial dos 27 anos data a lei de criação em "19 de setembro de 1998", enquanto a Corregedoria a data em 19 de outubro de 1988 — e a ficha técnica da lei na Assembleia Legislativa confirma 1988, porque em 1998 a numeração das leis mato-grossenses já ia muito além do 5.369. Por fim, uma aritmética que desmente a ideia de cidade pequena e parada: são cerca de trinta cabeças de gado por habitante, e o eleitorado local, de 7.183 pessoas, chegou a votar inteiro em apenas duas escolas até 2026.

Educação e cidadania

Para um município de 8.367 habitantes, Jauru concentra mais estrutura de cidadania do que a média dos vizinhos de porte igual — e o endereço é quase sempre o mesmo. Na Avenida Rui Barbosa, nº 850, no Centro, funcionam o fórum da comarca, a sala da advocacia mantida pela 15ª Subseção da OAB/MT e, em sala anexa cedida, o núcleo da Defensoria Pública do Estado, que atende de segunda a sexta, das 12h às 18h, desde 4 de março de 2024. Esse núcleo — hoje Núcleo de Jauru e Porto Esperidião — tem atribuição expressa para a defesa criminal, inclusive em casos de Tribunal do Júri e de execução penal, além das causas cíveis, de consumidor, infância, defesa da mulher e direitos coletivos: é o caminho de quem não pode constituir advogado. Onde a Defensoria estiver impedida, resta o defensor dativo nomeado pelo juízo da Vara Única, com honorários arbitrados na forma do art. 263 do Código de Processo Penal. Na cidadania eleitoral, o cartório fica em Araputanga, na 41ª Zona, mas a votação é local: por portaria de janeiro de 2026 o município ganhou um terceiro local de votação, a Escola Municipal de Educação Infantil Maria Soares de Souza Lima, na Avenida Rui Barbosa, nº 1.000, ao lado da própria Defensoria, para desafogar as duas escolas que recebiam sozinhas os 7.183 eleitores. Um alerta útil ao morador: na data desta pesquisa o portal oficial da Prefeitura estava com a hospedagem suspensa, de modo que os contatos do Executivo municipal precisam ser obtidos presencialmente.

Segurança e fronteira

Quem é preso em Jauru não fica em Jauru. A checagem foi feita nas duas listas estaduais — porque Mato Grosso reparte a custódia entre a Sejus, secretaria de Justiça, e a Sesp, de Segurança Pública — e o município não consta nem da relação de unidades penais da primeira nem da relação de cadeias públicas da segunda. As unidades mais próximas na Superintendência Penitenciária Regional Oeste são a Cadeia Pública de Araputanga, a de Mirassol d'Oeste, o Centro de Detenção Provisória de Pontes e Lacerda e as cadeias públicas de Cáceres. A consequência prática é dupla: a família que quer visitar viaja, e a defesa precisa descobrir, antes de qualquer petição, em qual unidade a pessoa foi efetivamente recolhida — endereçar requerimento de visita, transferência ou atendimento de saúde ao órgão ou à unidade errada custa dias, e dias contam quando há alguém preso. Em sentido oposto caminha o enfrentamento da violência doméstica, que ganhou estrutura local: em março de 2025 a comarca instituiu uma Rede de Proteção à Mulher com o Ministério Público, a OAB, as polícias Civil e Militar e organizações da sociedade civil, incluindo sala equipada e equipe multidisciplinar para atendimento psicológico das vítimas.

Dados do município

Mesorregião
Sudoeste Mato-grossense
Microrregião
Jauru
Área (km²)
1345.411
População (Censo 2022)
8.367
Densidade demográfica (hab/km²)
6.22

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Órgãos e instituições — Jauru/MT

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Jauru — TJMT
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT)
Sede
Jauru
Situacao
Comarca criada por lei E instalada — cruzamento feito: "52. JAURU" consta do quadro de Competências das Varas da Corregedoria-Geral da Justiça (07/04/2026), entre as comarcas que efetivamente funcionam.
Criacao
Lei estadual nº 5.369, de 19 de outubro de 1988, cuja ementa é "Cria as Comarcas de Jauru e Nova Brasilândia, e dá outras providências".
Instalacao
Setembro de 1998 — 27 anos completados em setembro de 2025, segundo o TJMT, que registra ainda que a comarca começou a funcionar em prédio cedido pela própria população e por autoridades do município.
Abrangencia
Pelo Quadro 01 da LC estadual nº 774/2023 (item 34), a base territorial reúne dois municípios: Jauru (sede) e Figueirópolis d'Oeste. O TJMT acrescenta o distrito de Lucialva, do próprio município de Jauru.
Entrancia
Entrância única, Grupo 3, por força da LC estadual nº 774, de 19/09/2023, que unificou as entrâncias de Mato Grosso. Comunicações do TJMT ainda descrevem a comarca como de primeira entrância — a classificação vigente é a única.
Estrutura
Vara Única, com competência geral (cível e criminal) e Juizado Especial, conforme o item 52 do quadro de Competências das Varas da Corregedoria-Geral da Justiça, versão de 07/04/2026.
Competencia Criminal
Sem divisão por vara: o mesmo juízo instrui a ação penal, preside o Tribunal do Júri, responde pela execução penal e decide os feitos da Lei nº 11.340/2006 dos dois municípios da comarca.
Ressalva Juizado Especial
O próprio quadro remete à Resolução nº 08/2023, de 04/07/2023, que dispõe sobre a suspensão da competência para os feitos dos Juizados Especiais (Leis nº 9.099/1995 e nº 12.153/2009) nas unidades das antigas entrâncias inicial e intermediária. Antes de ajuizar no Juizado local, confirmar como a regra está sendo aplicada.
Forum
Fórum de Jauru — Avenida Rui Barbosa, nº 850, Centro. Endereço confirmado por duas fontes oficiais independentes: a 15ª Subseção da OAB-MT, que mantém sala da advocacia no prédio, e a DPE-MT, cujo núcleo ocupa sala anexa.
Telefone Geral Forum
Esta ficha não publica número de telefone do fórum. Telefone, e-mail, WhatsApp e Balcão Virtual vigentes devem ser conferidos no portal de Canais Permanentes de Acesso do TJMT.
Canais de atendimento
canaispermanentesdeacesso.tjmt.jus.br
Pagina Comarca
corregedoria.tjmt.jus.br/pagina/155
Gestao Referencia
A juíza Marilia Augusto de Oliveira Plaza está à frente da comarca desde 2023 e a gestora-geral da unidade é Claudia De Paula Oliveira (referência da notícia institucional de 20/09/2025).

OAB — Subseção

Nome
15ª Subseção de Pontes e Lacerda — OAB/MT (jurisdição sobre Jauru)
Sala Local
Sala da advocacia no Fórum de Jauru — Avenida Rui Barbosa, nº 850, Centro
Sede Subsecao
Avenida Paraná, nº 2.623, Jardim São José, Pontes e Lacerda - MT (em frente ao fórum)
Abrangencia
Além da sede, a subseção atende Conquista d'Oeste, Figueirópolis d'Oeste, Jauru, Vale de São Domingos e Vila Bela da Santíssima Trindade. Jauru não integra a 7ª Subseção de Mirassol d'Oeste, apesar da proximidade geográfica — detalhe que importa para quem procura apoio institucional na região.
Site
ponteselacerda.oabmt.org.br

Estabelecimentos penais

Panorama
Jauru não possui estabelecimento penal. A verificação foi feita nas DUAS listas estaduais — unidades penais da Sejus-MT e cadeias públicas da Sesp-MT — e o município não aparece em nenhuma. As unidades da Sejus mais próximas são a Cadeia Pública de Araputanga, a de Mirassol d'Oeste, o CDP de Pontes e Lacerda e as cadeias de Cáceres, todas da Superintendência Penitenciária Regional Oeste. Esta ficha não afirma para qual delas o preso de Jauru é levado: isso varia com a vaga, e localizar a unidade é a primeira providência técnica.

Ministério Público Estadual

Estadual
A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso na comarca é exercida pela Promotoria de Justiça de Jauru, que consta da relação oficial de promotorias do MPMT.

Defensoria Pública Estadual

Atendimento
Há Defensoria Pública instalada em Jauru. A DPE-MT mantém o Núcleo de Jauru e Porto Esperidião, com atribuição perante a Vara Única e a Justiça Especial Cível e Criminal das duas comarcas, alcançando expressamente a defesa técnica em crimes — inclusive Tribunal do Júri e execução penal —, além de cível, consumidor, infância, defesa da mulher e direitos coletivos.
Endereco Local
Sala cedida, anexa ao Fórum, na Avenida Rui Barbosa, nº 850, Centro. O atendimento presencial começou em 4 de março de 2024, de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h.
Onde Conferir Cobertura
www.defensoria.mt.def.br/dpmt/estrutura/nucleos-
Ressalva Dativo
Mesmo onde há núcleo, o defensor dativo continua a existir para casos de conflito de interesses e para atos em que a Defensoria não pode atuar — a nomeação se dá pelo juízo da Vara Única, na forma do art. 263 do Código de Processo Penal.

Justiça Federal

Subsecao
Subseção Judiciária de Cáceres — Justiça Federal de 1º Grau em Mato Grosso (TRF1)
Jurisdição
Jauru não tem vara federal. Ações previdenciárias, execuções fiscais federais e crimes de competência da União tramitam na Subseção Judiciária de Cáceres, que reúne dezenove municípios do sudoeste mato-grossense, entre eles Araputanga, Figueirópolis d'Oeste, Mirassol d'Oeste, Pontes e Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade.
Contato
sepju.ccs.mt@trf1.jus.br — (65) 3211-6136 e (65) 99905-7131

Justiça do Trabalho

Vara
Vara do Trabalho de Pontes e Lacerda — TRT da 23ª Região
Jurisdição
As reclamações trabalhistas de Jauru — inclusive as da pecuária, principal atividade do município — não vão para Mirassol d'Oeste, como as dos vizinhos de Araputanga: o município está na jurisdição da Vara do Trabalho de Pontes e Lacerda, na relação oficial do TRT da 23ª Região.

Justiça Eleitoral

Zona
41ª Zona Eleitoral — TRE-MT, com cartório sediado em Araputanga
Cartorio
Rua Carlos Luz, nº 306, Centro, Araputanga - MT
Abrangencia
A 41ª Zona Eleitoral responde por Araputanga (sede), Figueirópolis d'Oeste, Indiavaí, Jauru e Reserva do Cabaçal, somando cerca de 26 mil eleitores.
Eleitorado Local
Jauru tinha 7.183 eleitores quando o cartório da 41ª Zona, pela Portaria nº 1/2026, de 29 de janeiro de 2026, criou um terceiro local de votação no município — a Escola Municipal de Educação Infantil Maria Soares de Souza Lima, na Avenida Rui Barbosa, nº 1.000, Centro, ao lado da Defensoria Pública —, remanejando 1.553 eleitores de nove seções.

Segurança Pública

Panorama
A comarca funciona sem unidade prisional no território, o que desloca para fora do município a visita familiar e o contato do defensor com o custodiado. No enfrentamento da violência doméstica, ao contrário, a estrutura é local: em março de 2025 a comarca instituiu uma Rede de Proteção à Mulher com o Ministério Público, a OAB e as polícias Civil e Militar, com sala equipada e equipe multidisciplinar para atendimento psicológico das vítimas.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia Civil
197
Defesa Civil
199
Central Mulher
180
Disque Denuncia
181
Cvv
188
Direitos Humanos
100
Ouvidoria M P
127

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

Emergências e apoio

Telefones gratuitos válidos em todo o Brasil. Discagem direta — não precisa de prefixo.

Utilidade pública

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