História
Matupá é uma das poucas cidades mato-grossenses cuja planta veio antes das casas. Em março de 1984 a Colonizadora Agropecuária do Cachimbo S/A — empreendimento da família Ometto, do açúcar paulista — protocolou no INCRA o projeto urbanístico de um núcleo a ser aberto nas áreas excedentes de um projeto de pecuária de corte, a Fazenda São José. O desenho não foi improvisado: coube aos professores da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP Cândido Malta Campos Filho e Carlos Costa, que projetaram a cidade em três etapas, dimensionada para até 50 mil habitantes, com ruas largas e ocupação horizontal declaradamente inspirada em Brasília. A fundação é datada de 19 de setembro de 1984. O nome, de raiz tupi, foi mantido nas duas leituras que a prefeitura registra até hoje: "mato denso à beira dos rios e dos lagos" e "mato abençoado por Deus". A vida institucional veio depois da vida urbana: o núcleo virou distrito de Colíder pela Lei Estadual nº 4.937, de 11 de dezembro de 1985, e a emancipação, articulada pela ADECOM — a associação de desenvolvimento comunitário local —, veio pela Lei Estadual nº 5.317, de 4 de julho de 1988. Adário Martins de Almeida foi eleito primeiro prefeito, com Norberto José Gehlen como vice; a Lei Orgânica Municipal foi promulgada em 1990. Quarenta anos depois da planta, a cidade tem 20.091 habitantes — menos da metade do que a prancheta previa.