História
Esta é uma cidade que já foi apagada do mapa e voltou. A colonização do vale do Canindé começou com as bandeiras da Casa da Torre, e em 1761 instalou-se ali a primeira fazenda de gado do território. A valorização da borracha de maniçoba, em 1897, atraiu gente e deu origem às chamadas Feiras da Maniçoba; a do Barreiro Branco, na fazenda Formiga, tornou-se o principal núcleo e passou a se chamar Caridade, por estar em terreno de uma associação de caridade cearense depois transferido ao município. Em 1905 o povoado virou vila com o nome de Simplício Mendes, homenagem ao médico piauiense Simplício de Souza Mendes. Vinte e seis anos depois, o decreto estadual nº 1.279, de 26 de junho de 1931, extinguiu o município e anexou seu território a Oeiras. A autonomia só foi restabelecida pela lei estadual nº 1.478, de 4 de setembro de 1933, e a instalação, com todos os trâmites, esperou até 29 de março de 1938. Sete anos sem existir como município e cinco entre a lei e a instalação: um histórico que ajuda a entender por que, no Piauí, criação por lei e funcionamento efetivo são coisas distintas — e por que vale sempre conferir a segunda.