História
Saquarema guarda no nome a memória indígena da sua lagoa: os Tamoios chamavam-na de "socó-rema", algo como "bando de socós", pelas aves pernaltas que cobriam suas margens. A ocupação portuguesa da faixa entre a lagoa e o mar remonta ao início do período colonial, e o povoado ganhou corpo em torno da devoção a Nossa Senhora de Nazaré, cuja igreja no alto do promontório da Prainha organizou a vida religiosa e social da região. A freguesia de Nossa Senhora de Nazaré consolidou o núcleo urbano ao longo do século XVIII, e no século XIX Saquarema emancipou-se, tornando-se vila e depois município do litoral fluminense. A festa da padroeira — tida como um dos mais antigos círios de Nazaré do país — atravessou gerações e ainda hoje reúne a cidade entre o fim de agosto e o início de setembro, sinal de uma identidade que nasceu litorânea e devota muito antes de o surfe chegar às ondas de Itaúna.