História
São João da Barra é uma das povoações mais antigas do litoral fluminense e a sua história é a história de um porto. Elevada à condição de vila em 1676, com economia de pesca, gado e cana incipiente, cresceu no século XVIII quando o transporte fluvial pelo Paraíba do Sul passou a escoar a produção açucareira do Norte Fluminense — e o porto, por sua vez, puxou o traçado urbano: abriram-se a rua da Boa Vista, o Caminho Grande, a rua do Rosário, a rua de São Benedito, a rua Sacramento, e melhoraram-se a Igreja Matriz e a Casa da Câmara e Cadeia. Com a Corte no Rio, a partir de 1808, a vila passou a abastecer a capital do Império e enriqueceu; em 17 de junho de 1850 D. Pedro II a elevou a cidade pela Lei Provincial nº 534. O século XX inverteu o sinal: o assoreamento da foz e a abertura da navegação de cabotagem a navios estrangeiros liquidaram a Companhia de Navegação local e a cidade entrou em decadência, salva parcialmente pela indústria de bebidas. A virada seguinte veio do mar de novo, mas por baixo dele: no fim dos anos 1970 a descoberta de petróleo na Bacia de Campos trouxe royalties de município limítrofe aos campos produtores, e São João da Barra tornou-se produtor a partir de 2000. Pelo caminho perdeu território: a Lei estadual nº 2.379, de 10 de janeiro de 1995, desmembrou os distritos de Itabapoana, Maniva e Barra Seca para formar São Francisco de Itabapoana, hoje comarca vizinha.