História
A história de Vassouras é a história de uma estrada que virou fortuna. Os primeiros colonizadores chegaram à região dos rios Paraibuna e Paraíba com a expedição que abriu o Caminho Novo das Minas, no início do século XVIII, ligando as minas ao porto do Rio; o povoado nasceu em 1782, quando um açoriano e seu sócio receberam uma sesmaria coberta pelo arbusto que deu nome ao lugar. O povoamento se intensificou a partir de 1812, quando D. João VI mandou abrir a Estrada do Comércio, rota para Minas e Goiás, e a região passou a plantar primeiro cana e depois café — o produto que levaria a Província do Rio de Janeiro à condição de maior exportadora do Brasil. Em 1828 ergueu-se a Capela de Nossa Senhora da Conceição à margem da Estrada da Polícia, que seguia para Valença e Minas; o Decreto de 15 de janeiro de 1833 elevou o lugar a vila; a Lei Provincial nº 108, de 23 de dezembro de 1837, criou a freguesia; e a Lei Provincial nº 961, de 29 de setembro de 1857, fez de Vassouras cidade. Na década de 1850 veio o auge: casarios, palacetes, hotéis e colégios de uma elite de titulares do Império, a que a cidade deve o apelido de Cidade dos Barões. O século XX foi o de encolher: Vassouras deu origem a Miguel Pereira em 1955, a Engenheiro Paulo de Frontin em 1958, a Paracambi em 1960 e a Paty do Alferes em 1987 — quatro municípios, hoje todos comarcas ou termos vizinhos, saíram do seu território.