História
A história de Macau começa pelo sal e pela água que o cerca. Em 20 de agosto de 1605, Jerônimo de Albuquerque concedeu aos filhos Antônio e Matias uma sesmaria com duas salinas "quarenta léguas ao norte" — terras que, segundo Câmara Cascudo, o desembargador Luís Fernandes identificou depois como as salinas de Macau. O povoado cresceu na ilha de Manuel Gonçalves, entre portugueses que extraíam e comerciavam sal, e a própria natureza o obrigou a mudar de endereço: a partir de 1825, invasões do mar e alagamentos empurraram os moradores para o sítio atual. A Resolução Provincial nº 158, de 2 de outubro de 1847, criou a vila de Macau transferindo-lhe a sede que era de Angicos, e a Resolução nº 761, de 9 de setembro de 1875, fez dela cidade. No século XVIII o município viveu o ciclo das "oficinas" de carne-seca do baixo Açu e sofreu com o monopólio real do sal, que relegou as salinas potiguares ao abandono até 1802; a República reacendeu a indústria, e em 1889 o governo autorizou Antônio Coelho Ribeiro Roma a instalar máquinas de purificação de sal em terras devolutas. Em 1953, o distrito de Pendências emancipou-se, deixando Macau com o distrito sede.