História
Guamaré começou com um agradecimento. Em 1783, o português João Francisco dos Santos aportou no estuário local depois de uma travessia marítima castigada por tempestades e, em gratidão por ter sobrevivido, ergueu uma capela a Nossa Senhora da Conceição — o marco inicial do povoado. O nome é mais antigo que a capela: Câmara Cascudo o registra desde o início do século XVII, ligado à expressão "água-maré", retrato exato de um lugar onde o mar entra pelos rios Miassaba e Aratuá. Em 1837 a localidade foi elevada a Vila Imperial de Guamaré; a emancipação política veio muito depois, pela Lei estadual nº 2.744, de 7 de maio de 1962, desmembrando o território de Macau, com instalação em 1º de agosto do mesmo ano. Até meados do século XX a vida seguiu o compasso de uma vila de pescadores. A ruptura veio em 1975, quando a Petrobras descobriu petróleo na região: a instalação do Polo Industrial de Guamaré e da Refinaria Potiguar Clara Camarão consolidou o município como centro do processamento de petróleo e gás produzidos em terra e na plataforma continental potiguar — e, mais recentemente, os parques eólicos Alegria I e II somaram o vento à economia do lugar.