História
Goianinha é uma Goiana que encolheu no nome e cresceu na história. O chão era dos janduís, indígenas vindos dos cariris que caçavam, pescavam e plantavam mandioca e milho junto aos mangues fartos de caranguejo — daí o primeiro nome, Goiana, escrito também Guiana, Goacana ou Viajana. No fim do século XVII, holandeses deixaram fortificações na ilha de Guaraíras, e entre 1676 e 1690 sesmarias foram doadas a vendedores ambulantes vindos de Goiana Grande, em Pernambuco: a povoação virou a "Goiana Pequena", e o diminutivo pegou. A vida administrativa começou cedo e por transferência: o Decreto de 7 de agosto de 1832 elevou Goianinha a vila levando para lá a sede do município de Arez, confirmada pela Resolução do Conselho do Governo de 11 de abril de 1833. A cidade veio pela Lei Estadual nº 712, de 9 de novembro de 1928. Na segunda metade do século XX o território se repartiu: Espírito Santo saiu em 1959 para formar Várzea, e Tibau — rebatizado Tibau do Sul em 1958 — emancipou-se pela Lei nº 2.863, de 3 de abril de 1963, levando consigo a futura praia mais famosa do estado, mas permanecendo termo da comarca goianinhense.