História
A serra de Santana foi refúgio antes de ser endereço. Perto da lagoa que batizou o município, foram achados vestígios de aldeamentos e cerâmica dos grupos indígenas que subiam a serra em ocupações temporárias. O reconhecimento colonial veio no século XVIII, quando vaqueiros do Coronel Cipriano Lopes Galvão, procurando reses desaparecidas das fazendas de gado do sertão, encontraram no alto as lagoas e as terras boas para mandioca. Por mais de um século a serra permaneceu quase vazia — a água era pouca e o isolamento, grande. O povoamento permanente só engrenou depois da Guerra do Paraguai e da Abolição de 1888, quando famílias pobres, agricultores e pessoas recém-libertas fixaram residência serra acima. Os marcos seguintes foram comunitários: a cisterna coletiva erguida na seca de 1930 sob a liderança de João Bezerra Galvão, a primeira missa em 29 de outubro de 1931 e a Feira Livre criada em 1933, motor do comércio local. O distrito foi criado pela Lei estadual nº 2.349, de 31 de dezembro de 1958, subordinado a Currais Novos, e o município veio pela Lei nº 2.777, de 10 de maio de 1962, instalado em 1º de janeiro de 1963.