História
Ouro Preto do Oeste é filha direta da colonização dirigida: o Projeto Integrado de Colonização Ouro Preto, do INCRA, assentou no início dos anos 1970 famílias vindas sobretudo de Minas Gerais ao longo da BR-364, e os colonos batizaram o povoado em homenagem à cidade histórica de onde muitos vieram — sem relação geológica com o Ouro Preto mineiro, só a saudade de quem migrou para abrir fazenda na Amazônia. A escalada administrativa seguiu o mesmo calendário de Jaru, Pimenta Bueno e Espigão D'Oeste: comarca criada em 25 de janeiro de 1982, instalada em 28 de junho, com Marco Antônio de Farias como primeiro juiz. O Tribunal do Júri local reuniu-se pela primeira vez em 19 de agosto de 1983, e a comarca foi elevada a segunda entrância em 10 de setembro de 1986 — data que marca a maturidade institucional de um município que, com o tempo, viu se emanciparem territórios que hoje são Teixeirópolis, Vale do Paraíso, Mirante da Serra, Nova União e Urupá.