História
Charqueadas é uma cidade que trocou de matéria-prima três vezes. Primeiro foi a carne: na foz do Arroio dos Ratos, afluente do Jacuí, tropeiros abatiam o gado e as oficinas de salga produziam o charque que descia o rio até Porto Alegre e seguia para o exterior — daí o nome. Quando a refrigeração tornou o charque obsoleto, veio o carvão: na década de 1950 foi perfurado o poço Octávio Reis, então o mais profundo do país, e a mineração puxou o povoamento. Do carvão nasceu a terceira camada, a do metal: a Copelmi na extração, a Eletrosul na usina termelétrica e a Aços Finos Piratini na siderurgia, que fundou o polo metalmecânico que ainda hoje define a economia local. Administrativamente, tudo isso aconteceu enquanto o lugar era distrito de São Jerônimo — condição criada pela Lei Estadual nº 38, de 17 de novembro de 1960. A emancipação é recente: a Lei Estadual nº 7.645, de 28 de abril de 1982, criou o município, instalado em 31 de janeiro de 1983, constituído apenas do distrito-sede. Menos de meio século de vida municipal, portanto — e um vínculo com São Jerônimo que nunca se desfez de todo, já que é lá que ficam a vara do trabalho e a subseção da OAB que respondem por Charqueadas.