História
Antes de ser cidade, Estância Velha foi pastagem do Império: o nome guarda a memória de uma estância de gado imperial à margem do Rio dos Sinos, ponto de passagem entre a colônia de São Leopoldo e a serra. Os primeiros moradores documentados do povoamento moderno chegaram em levas — nove casais de açorianos em 1822, estabelecidos no Rincão dos Ilhéus, e os imigrantes alemães a partir de 1825, assentados em 26 lotes coloniais de 77 hectares perto da Lagoa Lourenço Torres. A comunidade evangélica de confissão luterana organizou-se já em 1835 e ergueu sua primeira igreja de madeira em 1842, marca de origem que a cidade conserva. A trajetória administrativa tem três nomes: o distrito nasceu como Nova Palmeira (Ato Municipal nº 14, de 30 de dezembro de 1933, subordinado a São Leopoldo), virou Genuíno Sampaio em 1939 e retomou o nome Estância Velha em 1950. A emancipação veio pela Lei estadual nº 3.818, de 8 de setembro de 1959, com instalação do município em 1º de janeiro de 1960 — um município jovem sobre um chão de história antiga.