História
A história de Estrela começa em 1856 com um loteamento de terras particulares. O coronel Vitorino José Ribeiro abriu à colonização germânica as suas terras no então município de Taquari, e a colônia recebeu o nome de Estrela; dois anos depois Carlos Arnt criava, ao lado, a Colônia Teutônia. Em 1862 viviam ali 317 pessoas — 234 brasileiros, 77 alemães, cinco dinamarqueses e um francês —, e em fevereiro de 1863 já se inaugurava uma capela evangélica na picada de Novo Paraíso. A produção de feijão, mandioca, centeio, trigo, milho e batata, e as primeiras indústrias, de manteiga e banha, saíam pelo Rio Taquari, no porto de Estrela ou no Porto dos Barros. A primeira escola para rapazes funcionou a partir de 30 de setembro de 1871, por lei provincial. O povoado propriamente dito foi fundado em 1872 pelo coronel Vitor de Sampaio Menna Barreto, grande proprietário, sob a invocação de Santo Antônio, e logo chegaram os Ruschel, família numerosa que lançou as bases do comércio e da indústria locais. A Lei Provincial 857, de 2 de abril de 1873, criou o distrito; a Lei Provincial 1.944, de 20 de maio de 1876, elevou Estrela a vila, desmembrada de Taquari, e o município foi instalado em 21 de fevereiro de 1887. Depois, Estrela foi perdendo território para os filhos: Roca Sales em 1954 (Lei Estadual 2.551), Teutônia em 1981 (Lei Estadual 7.542, que também extinguiu os distritos de Canabarro e Languiru), Imigrante em 1988 (Lei Estadual 8.605) e Colinas em 1992 (Lei Estadual 9.562). Hoje tem cinco distritos: a sede, Costão, Delfina, Glória e Novo Paraíso, este criado em 2004.