História
A história de Camaquã começa com uma licença religiosa: em 9 de dezembro de 1815 foi autorizada a criação da Capela Curada de São João Batista de Camaquã, construída em terreno doado pelo Capitão Joaquim Gonçalves da Silva — pai de Bento Gonçalves, o futuro líder da Revolução Farroupilha — e por isso considerado o fundador do município. O extenso território pertencia então à Freguesia do Triunfo e abrigava as sesmarias do Cordeiro, do Duro e do Cristal, propriedades do próprio Capitão. O povoamento, despertado pelo interesse religioso e pela pecuária, cresceu com a chegada de portugueses, franceses, poloneses, alemães e espanhóis, somados aos negros escravizados e aos povos indígenas que já habitavam a região. Em 19 de abril de 1864, a Lei nº 569 criou o município, ainda sob o nome de São João Batista de Camaquã — que o tempo encurtou para o nome do rio que define a região. Desse tronco territorial saíram, mais de um século depois, municípios como Arambaré, Chuvisca e Cristal, que a comarca de Camaquã segue jurisdicionando até hoje.