História
A cidade começou com um nome de brincadeira erudita. Em 1798, Luís Pereira da Cruz e José Rodrigues Preto fundaram a povoação e a batizaram juntando a primeira sílaba do nome de um à última do nome do outro, com um "a" no fim: Luséa. Os indígenas seguiram chamando o sítio de Uacituba. Em 1833, o Ato de 25 de junho elevou Luséa a vila e, no mesmo gesto, criou o município e o termo judiciário — a origem da comarca está nessa linha. Veio a Cabanagem: a vila virou reduto entrincheirado dos cabanos até a anistia geral, e em 25 de março de 1840 oitocentos e oitenta homens depuseram armas ali. Quando a Província do Amazonas foi criada, em 1850, Luséa era um dos quatro municípios existentes, ao lado de Manaus, Barcelos e Tefé; do seu território saiu, em 1853, Vila Bela da Imperatriz — a Parintins de hoje. A Lei nº 92, de 6 de novembro de 1858, trocou o nome para Maués; a Lei Provincial nº 154, de 1865, impôs Vila Conceição; a Lei nº 33, de 1892, devolveu Maués; e a Lei estadual nº 137, de 4 de maio de 1896, fez do lugar cidade. Em 1955 outra fatia saiu, para Nova Olinda do Norte, restando o distrito sede e os de Osório da Fonseca e Repartimento.