História
A ocupação da região de Euclides da Cunha remonta aos índios Kaimbé e à antiga Fazenda Cumbe, no caminho das boiadas do sertão baiano. No século XVII, missionários jesuítas ergueram nas cercanias, em Massacará, uma missão de catequese dos Kaimbé — um dos marcos mais antigos da história local. O povoado de Cumbe cresceu com famílias vindas de Monte Santo e Tucano, dedicadas à agricultura e à pecuária, e foi elevado a freguesia em 1881 e a vila em 1898, ao separar-se de Monte Santo. Organizado como município em 1911, chegou a ser reanexado a Monte Santo em 1931, recuperando a autonomia em definitivo em 19 de setembro de 1933, então com os distritos de Cumbe (sede) e Canudos. Em 1938, por sugestão do escritor José Aras, o nome mudou de Cumbe para Euclides da Cunha, em homenagem ao autor de "Os Sertões". O distrito de Canudos, palco da guerra narrada por Euclides, tornou-se município autônomo em 1985.