História
Governador Mangabeira nasceu no Recôncavo com um nome sombrio: Cabeças, lembrança de um episódio trágico em que cabeças humanas teriam sido encontradas espetadas em estacas à beira de um antigo caminho de bandeirantes e tropeiros. O povoado cresceu em terras de antiga presença jesuítica — a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição ocupa o sítio de assentamentos religiosos dos primeiros séculos da colonização — e viveu do fumo e do comércio de tropa que ligava o interior ao porto fluvial de Cachoeira. A emancipação veio pela Lei estadual nº 1.639, de 14 de março de 1962, desmembrando o novo município de Cruz das Almas. Para deixar para trás a memória de Cabeças, os moradores escolheram entre quatro nomes propostos e homenagearam Otávio Mangabeira, ex-governador da Bahia (1947–1951), cujos serviços ao estado — de escolas a grandes obras públicas — davam à cidade recém-criada uma ideia de progresso e prestígio.