História
A história de Queimadas nasce no sertão do rio Itapicuru-Açu, em terras que faziam parte dos vastos domínios de Isabel Maria Guedes de Brito, herdeira do ciclo de expansão pecuária que abriu o interior baiano à criação de gado. O próprio nome guarda a memória de uma técnica: as "queimadas" da caatinga — a derrubada e queima da vegetação para abrir roçados —, hábito indígena que os colonizadores adotaram e que batizou as fazendas "As Queimadas". Em torno de uma capela erguida em 1815 e dedicada a Santo Antônio formou-se o arraial de Santo Antônio das Queimadas, ponto de parada de tropas e boiadas no caminho do sertão. O povoado cresceu à sombra da devoção ao padroeiro e da economia pastoril, até conquistar a autonomia política com a emancipação em 20 de junho de 1884, desmembrando-se de seu antigo termo. Ao longo do século XX, já como Queimadas, o município consolidou-se como uma cidade do semiárido no Polígono das Secas, marcada pelo ritmo das estiagens e das águas do Itapicuru, e pela cultura do sisal que se espalharia por todo o Nordeste Baiano.