História
A ocupação do sertão onde hoje está Riachão das Neves remonta às expedições que, a partir do século XVII, subiram os afluentes do Rio São Francisco em busca de terras e minérios: registra-se que, em 1660, o Governador-Geral do Brasil autorizou a navegação desses rios, abrindo o caminho de gado e de fazendas que povoou o Oeste baiano. O povoado nasceu à margem de um curso d'água — o "riachão" que lhe deu a primeira metade do nome — e cresceu em torno da capela dedicada a Nossa Senhora das Neves, cuja devoção completou o topônimo. Administrativamente, a localidade pertenceu à antiga Campo Largo, hoje Cotegipe, fundada em 1820, de onde foi desmembrada: em 26 de julho de 1934, Riachão das Neves foi elevada à condição de vila, passo que antecedeu a emancipação e a instalação do município como unidade autônoma no Extremo Oeste baiano. A história local é, no fundo, a história da fronteira: primeiro o gado e as fazendas ribeirinhas do Rio Grande; muito depois, a partir dos anos 1970 e 1980, a chegada da agricultura mecanizada de grãos, que redesenhou a economia e o próprio mapa demográfico da região.