História
Rio de Contas nasceu duas vezes e das duas por causa do ouro. No fim do século XVII, viajantes que vinham de Goiás e do norte de Minas rumo a Salvador fundaram, para lhes servir de pouso, o povoado de Creoulos. Quando se descobriu ouro no leito do rio Brumado, garimpeiros subiram o curso d'água e ergueram a povoação de Mato Grosso; em 1718 criou-se ali a freguesia de Santo Antônio de Mato Grosso, a primeira do Alto Sertão Baiano. Em 1724, por encargo do Vice-Rei Dom Vasco Fernandes ao Coronel Pedro Barbosa Leal, instalou-se a vila de Nossa Senhora do Livramento do Rio de Contas — criada por carta régia de 27 de novembro de 1723 e aprovada por provisão real de 9 de fevereiro de 1725. A segunda fundação veio em 1745, quando o Vice-Rei Conde de Galvêas mandou transferir a sede da vila para o povoado de Creoulos: é essa a cidade de hoje, e é dessa ordem que nasce o traçado que o IPHAN descreve como uma "cidade nova" colonial. O lugar virou cidade pela Lei nº 2.544, de 28 de agosto de 1885, ainda com o nome de Minas do Rio de Contas; os Decretos estaduais nº 7.455, de 23 de junho de 1931, e nº 7.479, de 8 de julho de 1931, encurtaram o topônimo para Rio de Contas. Em 1962, a Lei estadual nº 1.704 levou o distrito de Caraguataí para formar o município de Jussiape. Restaram os distritos de Arapiranga e Marcolino Moura, além da sede.