História
Antes de ser Granja, o lugar foi Macavoqueira e foi Santa Cruz. O povoamento é dos mais antigos da Capitania do Ceará Grande: em 3 de agosto de 1702 dois irmãos receberam, no Recife, a doação de cinco léguas de terra na margem oriental do rio Coreaú, território então habitado por Tabajaras, Tapuias e Tremembés, com uma missão de jesuítas por perto. Expulsos os padres, os índios foram deixando a aldeia e se juntando ao povoado do porto, onde havia comércio; do encontro nasceu a cidade. Uma Provisão de 30 de agosto de 1757 criou o distrito com a denominação de Granja; em 1776 o lugar virou vila por Carta Régia; e a Lei Provincial nº 692, de 3 de novembro de 1854, elevou-o à condição de cidade. Daí em diante, a história de Granja é a de um território que encolheu ao produzir vizinhos: Chaval deixou de pertencer ao município em 1931; a Lei estadual nº 3.560, de 28 de março de 1957, desmembrou de uma só vez os distritos de Paracuá, Martinópole e Uruoca; Ibuguaçu e Parazinho se emanciparam em 1963 e voltaram a ser distritos de Granja em 1965, pela Lei estadual nº 8.339. Antes de todos eles, Camocim — hoje o polo litorâneo da região — nasceu como distrito no território granjense, em 1873, e se desmembrou em 1879.