História
Mauriti é o município cearense que precisou nascer três vezes. A primeira foi em 27 de agosto de 1890, pelo Decreto nº 51, desmembrado de Milagres e instalado em 21 de outubro daquele ano — durou cinco anos, até a Lei nº 257, de 20 de setembro de 1895, devolvê-lo a Milagres como simples distrito. A segunda veio pela Lei estadual nº 2.211, de 28 de outubro de 1924, instalada em 30 de dezembro — durou menos ainda: a Lei nº 2.634, de 6 de outubro de 1928, extinguiu o município de novo. Só a terceira vingou: a Lei estadual nº 1.156, de 4 de dezembro de 1933, recriou Mauriti em definitivo. Por trás do vaivém administrativo há uma história de fundação mais estável: o sítio Buriti Grande, batizado pela palmeira Mauritia vinifera, onde o capitão Miguel Gonçalves Dantas, curado do cólera, doou terras em 6 de setembro de 1870 para a construção da capela. O distrito criado por ato estadual de 23 de fevereiro de 1891 ainda se chamava Buriti Grande; o nome Mauriti, forjado do latim da palmeira, veio consagrar-se com o município. Hoje o capitão doador é o nome da rua do fórum — a Justiça da comarca despacha no endereço que homenageia o fundador.