História
O verbete do IBGE começa a história de Paraipaba em 1650, quando, por ordem de Matias Beck, os holandeses instalaram no lugar um centro protestante de letras e ensino religioso — desfeito com a saída dos batavos e conservado apenas como registro. A terra dos Tapuias Anacés foi ocupada devagar, em fazendas planas à margem do rio, e o povoado ganhou o nome de Passagem dos Tigres, reduzido a Tigre pelo Decreto estadual nº 448, de 20 de dezembro de 1938, e trocado por Paraipaba pelo Decreto nº 1.114, de 30 de dezembro de 1943, quando o município-mãe ainda se chamava Anacetaba. A autonomia veio duas vezes. A Lei estadual nº 6.351, de 1º de julho de 1963, criou o município com os distritos de Paraipaba e Lagoinha; a Lei nº 8.339, de 14 de dezembro de 1965, o extinguiu e devolveu o território a Paracuru como simples distrito. Vinte anos depois, a Lei nº 11.009, de 5 de fevereiro de 1985, recriou Paraipaba, instalado em 1º de janeiro de 1986. A Lei municipal nº 170, de 17 de março de 1995, acrescentou Camboas e Boa Vista, e o IBGE registra quatro distritos em 2023 — os mesmos três distritos judiciários que o Código de Organização Judiciária de 2017 arrola ao lado da sede. A Prefeitura celebra a emancipação em 5 de fevereiro; a ficha segue o IBGE nas datas.