História
Jaguaruana começou por uma escritura. Em 6 de outubro de 1761, no cartório de Aracati, a viúva de Simão de Góis registrou a doação do patrimônio de uma capela que já erguera havia uns quatro anos em louvor de Nossa Senhora Sant'Ana, no sítio que a família dava nome — Caatinga do Góis. Por setenta anos o povoado quase não deixou rastro nos papéis; quando a Lei Geral de 1830 autorizou distritos de paz na província, a Câmara de Aracati incluiu a Caatinga na lei de 3 de dezembro de 1832, mas a instalação nunca foi autorizada, porque a capela estava "curada", como registra o ofício presidencial de 23 de janeiro de 1833. A freguesia veio pela Lei Provincial nº 1.083, de 4 de dezembro de 1863, já com o nome de União; a vila, pela Lei nº 1.183, de 4 de dezembro de 1865, desmembrada de Aracati e instalada em 4 de março de 1866; a cidade, pelo Decreto estadual nº 66, de 11 de setembro de 1890. O município cresceu por distritos — Passagem de Pedras em 1913, Borges em 1933 — e perdeu um deles duas vezes: Passagem de Pedras virou Itaiçaba pelo Decreto nº 448, de 31 de dezembro de 1938, e Itaiçaba virou município pela Lei estadual nº 3.338, de 15 de setembro de 1956. O nome atual é de 30 de dezembro de 1943, Decreto-lei nº 1.114, quando União deixou de ser União para ser Jaguaruana.