História
Antes de ser cidade, Missão Velha foi ouro que não existia. Por volta de 1750 espalhou-se pelo Nordeste a notícia de riquezas auríferas no vale do Cariri, e em 1756 organizou-se a Companhia do Ouro das Minas de São José dos Cariris — dissolvida dois anos depois, segundo o verbete do IBGE, pela "pouca utilidade que poderiam dar as ditas minas a quem as cultivasse". O que ficou foi o povoamento em torno da antiga missão jesuítica de São José, no sítio Cachoeira, célula-mãe do município, e a família do baiano João Correia Arnaud, descendente de Caramuru, estabelecida ali em 1707 com mulher, nove filhos, parentes e escravizados. O curato das Minas dos Cariris Novos foi criado em 28 de janeiro de 1748 sob a invocação de Nossa Senhora da Luz e, pela provisão episcopal de 3 de maio de 1760, passou a chamar-se São José da Missão Velha do Cariri. A vila veio pela Lei Provincial nº 1.120, de 8 de novembro de 1864, desmembrada de Barbalha; a cidade, pelo Decreto nº 262, de 28 de julho de 1931. No século XX o território foi retalhado e recomposto — Jamacaru e Gameleira de São Sebastião saíram em 1962 para formar um município próprio e voltaram como distritos pela Lei estadual nº 8.339, de 14 de dezembro de 1965; Missão Nova foi emancipada em 1963 e igualmente reincorporada. Hoje restam quatro distritos, e o topônimo continua a dizer o que dizia no século XVIII — este é o lugar da missão mais antiga.