História
Jaguaribe mudou de sede duas vezes antes de se fixar. A vila de Jaguaribe-Mirim foi criada pela Resolução Provincial de 6 de maio de 1833 com sede no núcleo de Riacho do Sangue; a Lei nº 518, de 1º de agosto de 1850, levou-a para Cachoeira; a Lei Provincial nº 1.121, de 8 de novembro de 1864, trouxe-a para o povoado de Jaguaribe-Mirim, onde foi instalada em 6 de maio de 1883. Antes disso, o território era o sítio Santa Rosa, que o capitão João da Fonseca Ferreira possuía desde 1697 com casa-forte e "muitos homens", segundo o verbete do IBGE — terra que passou a um genro, a um padre de Icó, a outro padre que a arrematou em leilão e a doou em 1786 como patrimônio de ordenação, e que acabou retalhada entre catorze credores em 1813, alguns com apenas cinco braças. A cidade veio pela Lei estadual nº 1.532, de 12 de agosto de 1918. O século XX foi de anexações e separações: em 1931 o município absorveu os extintos Cachoeira e Riacho do Sangue, que em 1935 voltaram a ser desmembrados; em 1938 o Decreto nº 448 simplificou o nome para Jaguaribe. O marco da modernidade é o açude Joaquim Távora, construído a partir de 1932 no distrito de Feiticeiro em meio à grande seca e inaugurado por Getúlio Vargas — a obra que fixou população no interior do município e deu ao distrito o nome do jaguaribano mais conhecido, o militar e político Juarez Távora.