História
Rosário começou como Itapecuru-Grande, povoação da margem esquerda do rio Itapecuru crescida à sombra de uma igreja de Nossa Senhora do Rosário que servia de freguesia aos moradores e aos soldados da fortaleza do rio — em 1777, o Rei de Portugal mandou pagar côngrua ao vigário dessa freguesia. O distrito veio por Provisão Régia de 25 de setembro de 1801, subordinado a Itapecuru-Mirim; a vila, por Resolução de 19 de abril de 1833, confirmada pela Lei Provincial nº 7, de 29 de abril de 1835; a cidade, pela Lei estadual nº 654, de 6 de abril de 1915. O século XIX local teve um episódio que une fé e foro: quando fortes chuvas derrubaram a matriz, em 1866, foi o juiz de direito de Rosário, Matias Antônio da Fonseca Morato, quem promoveu a reconstrução, com auxílio do governo provincial — a nova igreja foi benta em 28 de maio de 1871. Em 1921 chegou a Estrada de Ferro São Luís-Teresina, ligando a cidade à capital por 70 quilômetros de trilhos e abrindo caminho para o comércio e o crédito. Entre 1933 e 1935, Rosário chegou a incorporar o vizinho Anajatuba, devolvido à autonomia pelo Decreto estadual nº 870, de 5 de julho de 1935.