História
Penalva é filha de um lago e de uma missão. O verbete do IBGE recolhe a tradição de que padres jesuítas e colonos de várias procedências fixaram-se primeiro em São Brás, à beira do Lago Cajari, e que o povoamento, lento, acabou se mudando para o sítio de São José de Penalva, onde a cidade está. Antes deles, porém, o lago já era habitado: as estearias — aldeias sobre esteios fincados na água, hoje submersas — atestam uma ocupação indígena entre os séculos I e XII da nossa era, a "civilização lacustre" que o geógrafo Raimundo Lopes descreveu em 1924 e de onde recolheu, entre 1919 e 1940, os dois muiraquitãs que o Museu Nacional guardou até o incêndio de 2018. A cronologia administrativa é a do Maranhão imperial e republicano: distrito pela Lei Provincial nº 510, de 27 de julho de 1858; vila pela Lei Provincial nº 955, de 21 de junho de 1871, desmembrada de Viana e instalada em 16 de janeiro de 1873; cidade pela Lei estadual nº 45, de 29 de março de 1938. Desde 1944 o município é formado só pelo distrito-sede, e assim permaneceu nas divisões territoriais de 1960 e de 2023. A comarca veio depois da cidade — a página oficial do TJMA a atribui à Lei nº 1.225, de 1954 — e a Promotoria foi titularizada como entrância inicial em 2015; a Defensoria chegou em 2020.