História
Matões nasceu duas vezes de Parnarama. O verbete do IBGE conta que os jesuítas, saindo de Aldeias Altas — a futura Caxias —, abriram caminho para o sertão, e que o sertanista Manoel José de Assunção se fixou no sítio São José, na gleba Atoleiro, dando início à povoação. Por ali passavam os colonizadores do Gurguéia, vindos de Jerumenha, no Piauí, e os dos sertões de Pastos Bons, e o trânsito sustentou o comércio. A Lei Provincial nº 13, de 8 de maio de 1835, criou o distrito de São José dos Matões; a Lei nº 616, de 6 de julho de 1863, fez dele vila. A sede migrou para São José de Cajazeiras em 1864 e voltou em 1870. Em 30 de dezembro de 1943 o Decreto-lei estadual nº 820 encurtou o nome para Matões. Quatro anos depois, o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias do Estado, de 28 de julho de 1947, extinguiu o município e o fez distrito de Parnarama — assim figurava em 1950 —, até que a Lei estadual nº 849, de 30 de dezembro de 1952, o restaurou, desmembrado de Parnarama. A comarca repetiu o gesto décadas depois: o art. 209, VII, do Código de Divisão e Organização Judiciárias a criou "desmembrada da Comarca de Parnarama", e o TJMA a instalou em junho de 1992.