História
Ipiranga do Norte não veio de colonizadora privada, como a maior parte das cidades do médio-norte mato-grossense: veio de um projeto de assentamento. A ocupação começou em 1992, com famílias gaúchas que aguardavam terra em Nobres e foram encaminhadas para uma gleba dentro do território de Tapurah, onde existia a Fazenda Ipiranga — daí o nome do projeto e, depois, o da cidade. Em 12 de agosto de 1993 a Resolução nº 75 oficializou o assentamento, desenhado para 349 famílias em lotes de 90 hectares cada; em 1995 foi inaugurada a vila que viria a ser a sede urbana. A leva seguinte trouxe catarinenses, paranaenses e paulistas, e o complemento "do Norte" foi acrescentado ao topônimo para diferenciar o lugar de homônimo de outro estado. A emancipação veio pela Lei Estadual nº 7.265, de 29 de março de 2000, com território desmembrado de Tapurah, depois de plebiscito cujo resultado favorável foi homologado em 21 de março daquele ano pela presidência do TRE/MT. Os limites só foram fixados pela Lei Estadual nº 7.640, de 30 de janeiro de 2002, e a instalação do município — a posse da primeira administração, sob o prefeito Ilberto Effting — só ocorreu em 1º de janeiro de 2005. Entre a lei que criou e o dia em que o município passou a existir de fato correram quase cinco anos, um intervalo que explica por que Ipiranga do Norte figura entre os mais novos de Mato Grosso.