História
A ocupação do vale do rio Garças começou no fim do século XIX, com exploradores como Antônio Cândido de Carvalho e, a partir de 1894, com os salesianos, que instalaram em Meruri a Colônia Indígena Sagrado Coração de Jesus junto ao povo Bororo. Logo depois chegaram migrantes do Norte e do Nordeste atrás de seringueiras e mangabeiras, e famílias mineiras e goianas — os Moraes, os Cajango, os Balbino — que trouxeram o gado. O que mudou o destino do lugar, porém, foi uma pedra: no início do século XX, na confluência dos rios Cassununga e Garças, Joana Francisca de Jesus, mulher do baiano Feliciano Sezilo dos Santos, percebeu ao lavar pratos no rio que um cascalho diferente arranhava a louça. A amostra foi levada à fazenda Boa Vista e João José de Moraes Cajango mandou analisá-la: era diamante. Nasceu ali o primeiro garimpo, e com ele o povoado de Lajeado. Por volta de 1920, Augusto Alves organizou a ocupação e desenhou um traçado urbano planejado — coisa rara em cidade de garimpo. A trajetória administrativa acompanhou o vaivém dos nomes: distrito de Santa Rita do Araguaia pela Lei estadual n.º 696, de 12/06/1915; vila pela Lei n.º 837, de 25/10/1921, instalada em 07/09/1922; cidade pelo Decreto n.º 891, de 04/01/1930; Lajeado pelo Decreto-lei n.º 145, de 29/03/1938; e finalmente Guiratinga pelo Decreto-lei n.º 545, de 31/12/1943.