História
Guarantã do Norte é filha da estrada e da reforma agrária. A abertura da BR-163 nos anos 1970 rasgou o norte de Mato Grosso e tornou possível o que veio depois: em 1979 o INCRA implantou o Projeto de Assentamento Conjunto Peixoto de Azevedo, com cerca de 245 mil hectares na região do Braço Sul, em parceria com a Cooperativa Tritícola de Erechim, assentando aproximadamente 1.200 famílias — a maioria de agricultores gaúchos deslocados pela barragem do rio Jacuí. Em 1981 veio o segundo, o Projeto de Assentamento Braço Sul, com cerca de 211 mil hectares e aproximadamente 1.300 famílias, entre elas brasiguaios e migrantes de Mato Grosso do Sul. A colonização planejada, porém, quase não sobreviveu ao próprio começo: o garimpo de ouro nos rios Peixoto de Azevedo e Teles Pires atraiu boa parte dos colonos para longe da agricultura e desorganizou a estrutura recém-montada. O núcleo virou distrito de Colíder pela Lei Estadual nº 4.378, de 16 de novembro de 1981, e município pela Lei Estadual nº 5.008, de 13 de maio de 1986. Pouco depois, a porção leste do assentamento seguiu o mesmo caminho: virou o distrito de Novo Mundo em 1987 e município autônomo em 1996. Já na década de 1990, novos assentamentos — Bela Vista, Castanhal, Cotrel, Horizonte II, Iririzinho e São Cristóvão — foram criados para regularizar ocupações de posseiros que a estrutura original do INCRA não havia alcançado.