História
Antes de haver estrada, houve fio de cobre. A ocupação do território de General Carneiro começa muito antes disso, com os Bororo — que seguem no município, na área indígena Merure — e com os Xavante, hoje em Sangradouro. As primeiras notícias de presença não indígena remontam à penetração de Amaro Leite pelo rio das Mortes: o arraial que ele fundou, chamado Araés e depois Santo Antônio do Amarante, teve vida curta e agitada, e em 1789 os últimos 240 moradores pediram ao governo da capitania licença para despovoá-lo. O povoamento recomeçou em meados do século XIX com o Major Catarino, primeiro a se estabelecer na região, num lugar então chamado Barreiro Grande por causa do enorme barreiro junto ao qual cresceu o núcleo. O ponto de virada veio em 1892: a expedição encarregada de levantar a linha telegráfica entre Mato Grosso e Goiás chegou a Barreiro Grande, chefiada pelo tenente-coronel Antônio Ernesto Gomes Carneiro e tendo por subcomandante o tenente Cândido Mariano da Silva Rondon. O lugarejo virou posto avançado e sede temporária das tropas, e ali Gomes Carneiro iniciou a construção de um grande prédio — obra que não terminou, porque o governo federal o convocou para combater os federalistas na cidade paranaense da Lapa, onde morreu. O nome da estação telegráfica sobreviveu ao oficial e virou nome de distrito, criado pela Lei nº 1.158, de 18 de novembro de 1958, sob Tesouro. A autonomia veio pela Lei Estadual nº 2.051, de 3 de dezembro de 1963, desmembrando o território de Tesouro e de Barra do Garças, com instalação em 27 de fevereiro de 1964. Em 2001, lei municipal transformou o povoado de Vila Paredão no distrito de Paredão Grande.