História
Itanhangá é um município que nasceu de uma linha de lotes. Antes de ser cidade, era o Projeto de Assentamento Itanhangá, criado pelo Incra no território de Tapurah, e a vida comunitária se organizava em agrovilas — União da Vitória, Simione, Monte Alto, Cruzeiro, Ana Terra —, cada qual com seu salão, sua escola e seu núcleo de lideranças. Foi num desses salões, o da Agrovila União da Vitória, que em 19 de junho de 1999 se reuniram os principais líderes locais para formar a comissão provisória Pró-Emancipação; pronunciaram-se representantes de Monte Alto, Simione, Cruzeiro e Ana Terra, e a denominação Itanhangá, que já era o nome do projeto, foi acatada por aclamação na terceira reunião da comissão. O plebiscito veio em 19 de março de 2000, com resultado favorável homologado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso — a comunicação à Assembleia Legislativa foi feita pelo Ofício nº 057/00, assinado pelo desembargador Orlando de Almeida Perri. Dez dias depois, a Lei Estadual nº 7.266, de 29 de março de 2000, criou o município, desmembrando-o de Tapurah. Mas a emancipação em ano eleitoral tinha um preço: a legislação não permitia eleição em município criado no próprio ano do pleito, e Itanhangá passou quase cinco anos como município no papel, administrado por Tapurah, até eleger seus primeiros representantes em 2004 e instalar-se em 1º de janeiro de 2005.