História
A história de Pedra Preta começa com dois japoneses e um plano de cidade. Em meados dos anos 1950, as terras onde hoje está a sede pertenciam a Noda Guenko, que morava em Rondonópolis e queria erguer ali um núcleo urbano. Para isso foi até Lins, no interior de São Paulo, procurar Jinya Konno: combinaram que Konno se mudaria para a área, administraria o loteamento e conduziria a fundação. Em 20 de setembro de 1954, poucas semanas depois da morte de Getúlio Vargas, Konno chegou com a mulher e três filhos — foi o primeiro morador do lugar. Guenko e ele decidiram chamar o povoado de Vale do Jurigue, nome do rio que banhava a área; depois Guenko preferiu Alto Jurigue e mandou refazer os mapas de loteamento e toda a documentação com a nova denominação. Os moradores ignoraram as duas versões oficiais e continuaram dizendo Pedra Preta, por causa do córrego Águas Claras, que cortava o povoado carregando pedras escuras. Os fundadores acabaram cedendo ao uso popular. Guenko morreu em Rondonópolis em julho de 1963; no ano seguinte, a Lei Estadual nº 2.133, de 21 de janeiro de 1964, criou o distrito de Pedra Preta, ainda subordinado a Rondonópolis. A emancipação veio pela Lei Estadual nº 3.688, de 13 de maio de 1976, com instalação em 1º de fevereiro de 1977 e dois distritos: Pedra Preta e Ponte de Pedra, este rebatizado São José do Planalto poucas semanas depois, pela Lei Estadual nº 3.750, de 18 de junho de 1976.