História
Antes de existir cidade, o território de Paranatinga era caminho de povos indígenas xinguanos e território dos Bakairi e dos Xavante — o verbete histórico do IBGE registra ainda a hipótese de povos hoje extintos, os Tsúva e os Marijapéi, terem vivido na região. Por séculos o sertão atraiu aventureiros movidos pela lenda das Minas dos Martírios, sem que ficasse povoação. O que fixou gente foi outra riqueza: a notícia da descoberta de diamantes no rio Paranatinga, nos anos 1960, que puxou garimpeiros de várias regiões. Os primeiros exploradores ergueram uma corrutela na cabeceira do rio; pouco depois surgiu outra alguns quilômetros abaixo, e as duas ficaram conhecidas como Corrutela de Cima e Corrutela de Baixo. Foi a de baixo que, em 29 de junho de 1964, Apolônio Bouret de Melo oficializou como localidade de Paranatinga, com apoio da Prefeitura de Chapada dos Guimarães. O nome oficial demorou a assentar: o distrito foi criado em 1963 como Simões Lopes pela Lei Estadual nº 2.066, virou Paranatinga em 1969 pela Lei nº 2.908, virou Alto Paranatinga em 1971 pela Lei nº 3.140 — por ficar no alto curso do rio — e só em 1979, pela Lei nº 4.095, recuperou o nome simples. Naquele mesmo ano, a Lei Estadual nº 4.155 elevou-o a município, desmembrado de Chapada dos Guimarães, com instalação em 28 de março de 1981. Dois anos depois o próprio Paranatinga ganhou um distrito, Gaúcha do Norte, que em 1995 se emancipou pela Lei Estadual nº 6.686 — e que hoje volta à órbita da cidade-mãe pela via judiciária, como município abrangido pela mesma comarca.