História
A cidade trocou de nome quatro vezes antes de encontrar o que tem. Por volta de 1968, os pioneiros conhecidos como Juca e Tintino se instalaram às margens do Córrego Suiazinho, e Zacarias Guedes abriu ali o primeiro estabelecimento comercial, uma pensão que servia de comércio — daí um dos apelidos do lugar, Guedolândia. O povoado também foi chamado de Alta Cascalheira e de Divinéia antes de a Lei Estadual nº 4.774, de 9 de outubro de 1984, criar oficialmente o distrito de Ribeirão Bonito, subordinado a Canarana. Quatro anos depois veio a autonomia: a Lei Estadual nº 5.267, de 3 de maio de 1988, elevou a localidade à categoria de município com território desmembrado de Canarana e de São Félix do Araguaia, e a sede foi instalada no antigo Ribeirão Bonito. O nome definitivo é uma soma literal de duas coisas concretas: o ribeirão à margem do qual as primeiras famílias se fixaram e o cascalho que os moradores tiravam do chão para levantar casa e estrada. Entre a chegada dos primeiros posseiros e a emancipação passaram-se vinte anos, e nesse intervalo o lugar entrou para a história do país por um episódio que nada tinha a ver com colonização ou lavoura — o assassinato de um padre dentro da delegacia municipal, em 1976, ainda no tempo em que a cidade se chamava Ribeirão Bonito.