História
Salto do Céu foi batizado por um homem impressionado com uma cachoeira. A área, habitada originalmente pelo povo Bororo e conhecida dos primeiros portugueses de Vila Bela da Santíssima Trindade como região dos Índios Cabaçais, entrou no projeto de colonização que o Estado de Mato Grosso montou nos anos 1940: o Departamento de Terras cuidava da venda de lotes rurais, e a Comissão de Planejamento para a Produção — a CPP — organizava a infraestrutura. À frente da CPP estava João Augusto Capilé Filho, ex-prefeito de Dourados, que subiu o rio Branco procurando terra fértil, avaliou a mata de madeira de lei como sinal de solo bom e, diante de uma grande queda d'água, deu ao lugar o nome que a cidade herdaria. A ocupação efetiva começou pela Gleba Rio Branco, criada em 1953 com cerca de 200 mil hectares, com lotes de 200 por 1.000 metros; os pioneiros João Carreiro de Sá e Cipriano Ribeiro Sobrinho abriram as primeiras roças a facão, foice e machado, e a primeira missa foi celebrada numa barraca em 28 de agosto de 1964, pelo padre Amadeus. Vieram colonos sobretudo de Minas Gerais e do Espírito Santo, plantando arroz e feijão — parte deles sustentada, nos primeiros tempos, por alimentos doados pelo programa norte-americano Alimentos para a Paz. O distrito foi criado pela Lei estadual nº 3.971, de 4 de abril de 1978, subordinado a Cáceres; a emancipação veio pela Lei estadual nº 4.152, de 13 de dezembro de 1979, e a instalação em 27 de fevereiro de 1981. Hoje o município tem três distritos: a sede, Cristinópolis e Vila Progresso.