História
Rondolândia é filha de dois estados. O território pertenceu a Aripuanã — o município-matriz de que se desmembrou quase todo o noroeste mato-grossense —, mas a gente veio de Rondônia: colonos da região de Ji-Paraná que avançaram pela divisa e formaram, do lado mato-grossense, uma comunidade que olhava para o oeste. O nome diz tudo: homenagem ao estado vizinho e, na raiz comum, ao Marechal Cândido Rondon, que estendeu as linhas telegráficas por esses sertões no início do século XX. A emancipação foi construída em mutirão: uma reunião de 19 de maio de 1995 juntou lideranças como Olívio e Rosely Beltrão e o Dr. Pedro Antunes para sensibilizar a classe política, seguiu-se a consulta plebiscitária e um abaixo-assinado encaminhado à Assembleia Legislativa — e a Lei Estadual nº 6.984, de 28 de janeiro de 1998, de autoria do deputado José Riva, criou o município, desmembrado de Aripuanã, no mesmo movimento que emancipou Colniza. A primeira eleição veio em outubro de 2000, com José Luíz da Silva eleito prefeito. O detalhe que definiria a vida jurídica local já estava posto no mapa: a sede municipal fica colada em Rondônia e a centenas de quilômetros, por estrada, de qualquer cidade-polo do próprio estado.